Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/09/2021
Durante a existência da humanidade, a medicina avançou muito e curou inúmeras doenças, contudo, doenças mentais sempre estiveram muito presentes na sociedade. Nesse contexto, está em debate, na teia social, a saúde mental e a importância da cultura do autocuidado, seja pelo crescente aumento de prolemas mentais, seja pela lógica capitalista.
Precipuamente, a forma como a sociedade lida com esses distúrbios é de suma importância. Nessa toada, essa problemática chegou a ser ´´romantizada`` por artistas durante a segunda geração do Romantismo, atrelando suicídio e depressão às decepções amorosas, e gerou uma onda de depressão e de suicídio nos leitores daquela época. Não obstante, nos dias atuais, o meio social, trata desse problema de forma preconceituosa, instigando uma repulsa na busca pelo tratamento, ocasionando a elevação da gravidade da doença e a negliência da busca pelo autocuidado. Em suma, a população em geral precisa lidar com a seriedade dos distúrbios pscicológicos, da mesma maneira que aceita outras enfermidades.
Posteriormente, torna-se complicado resolver um problema que é estimulado o tempo todo pelo capitalismo. Por esse prisma, o modo capitalista de funcionar tem influência direta, em 1929, quando aconteceu a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque e a crise do capital, muitos trabalhadores do ramo financeiro cometeram suicídio por não aguentarem as consequências do ambiente que viviam. Hodiernamente, o capitalismo incentiva as doenças neuronais por meio das redes sociais, nas quais existe a ficção da vida perfeita postada por um influenciador, e acompanhada por milhares de indivíduos que cairam na ilusão. Logo, é evidente que a sociedade é movida por essa lógica, prejudicando a saúde mental e o autocuidado.
Infere-se, porquanto, a necessidade de reformular práticas e hábitos comunais. Assim, cabe ao Governo Municipal, vide a Secretaria de Educação, realizar estratégias mitigadoras de atos que contradizem o autocuidado e a preservação da saúde mental, vide a produção de workshops, feiras, palestras e atividades lúdicas como o teatro, que contem com a participação de pscicólogos e pscicopedagogos, gerando uma mudança natural nos estudantes, a fim de que a sociedade fique mais preparada para lidar com os impactos capitalistas na saúde mental, e que doenças como depresão e ansiedade sejam tratadas corretamente e com ausência de estigmas sociais.