Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 17/09/2021

Na sociedade brasileira, é frequente encontrar um grande número de jovens e adultos que sofrem com doenças mentais durante suas vidas, sendo privados de uma boa qualidade de vida, mostrando a importância da cultura do autocuidado para evitá-las. Isso se deve à omissão governamental e social.

Mormente, é válido destacar o descaso da sociedade frente à problemática, que a vê pela óptica do preconceito e da ignorância. Sobre isso, o famoso pintor holandês Vincent Van Gogh foi alvo de agressões por sofrer de transtornos mentais e não possuir tratamento adequado. O que ocorreu com o artista pode ser presenciado no Brasil, visto que, apesar de uma grande parcela da população sofrer com alguma patologia mental, ainda são propagadas muitas informações que acabam por reforçar estigmas antigos e reforçar outros. Ademais, é necessário fomentar a cultura do autocuidado, hábitos que ajudam no bem-estar, por toda a sociedade, como a realização de atividades físicas, alimentação saudável e momentos de lazer.

Outrossim, o Estado age como perpetuador da problemática ao não abordar o tema, efetivamente, não destacando a importância do diagnóstico e do tratamento, visto que, as doenças mentais são um problema de saúde pública. Nessa perspectiva, o sociólogo brasileiro Jessé Souza dissertou que o brasileiro vive em um estado de “subcidadania”, com muitos direitos e deveres transgredidos. Os dizeres do sociólogo são concretizados quando observa-se que o Brasil é o país mais depressivo da América Latina e não há políticas eficazes nem um fomento ao tratamento e cuidado, violando os preceitos da Constituição Federal de 1988 sobre acesso à saúde e bem-estar.

Portanto, medidas são necessárias para neutralizar esse triste cenário da sociedade. Em primeiro plano, é necessário um maior investimento nos CAPS(Centros de Atendimentos Psicossocial), por parte do Ministério da Saúde, a fim de ampliá-lo e melhorá-lo para que toda a população tenha acesso à um atendimento de qualidade e, além disso, juntamente com a rede aberta de televisão, informar a sociedade sobre a saúde mental e a importância do autocuidado, contribuindo para diminuir o estigma sofrido pelos que têm que lidar com essas doenças e fomentar a procura por tratamento.