Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 20/04/2022

A Química explica que numa solução, quando o soluto excede a quantidade do solvente, a sua dissolução será prejudicada, configurando um sistema instável. Fora das ciências da natureza, no que concerne á saúde mental e ao autocuidado, percebe-se a diluição do equilíbrio emocional, ocasionada pela disparada evolução tecnológica e o espírito de competitividade vigente. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover estratégias para mitigar esse problema, na tentativa de reestabelecer a homeostase psicológica do homem.

Em primeira análise, a vertiginosa evolução tecnológica tem suscitado a fragilidade das relações interpessoais. A modernidade, com toda sua robustez e complexidade, permitiu a conexão de milhões de pessoas mas, ao mesmo tempo, resultou no afastamento dessas e, toda essa conjutura configura um estado permanente de solidão, o qual promove a desestabilidade mental do indivíduo. Esse panorama reflete o que afirmou o sociólogo polonês Zygmunt Bauman[4]: “Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo”, ou seja, a hiperconectividade favoreceu o distanciamento, o declínio do equilíbrio mental e o adoecimento psicológico da população.

Ainda sob a mesma ótica, a intensa competitividade incultada aos indivíduos, condiciona a ausência do autocuidado. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 322 milhões[5] de pessoas sofrem com a depressão, considerado o mal do século XXI.

A ausência da homeostase psicológica revela a necessidade de resolver essa problemática. Destarte, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com escolas pública e privada, fomentem a elaboração do projeto “Psicologia na escola”, em que na disciplina de Sociologia, no formato extracurricular, seja explanada a importância do autocuidado e da saúde mental. Assim, o índice de depressão poderá ser reduzido, mitigando os efeitos desse caos descomedido.