Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 05/08/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do País, prevê, em seu artigo 6, o direito à saúde, seja ela física ou mental como inerente a todos os cidadãos. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa que a saúde mental e o autocuidado deixaram de ser importantes para as pessoas. Com isso, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamen
tais para combater esse fator, pois, em 2020 o Goveno Federal estava querendo fechar os centros de apoio psicológico (CAP´s). Segundo as ideias do filosófo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do contrato social, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem desse direito tão importante que é a saúde mental o que infelizmente é evidente no País.
Ademais, é fundamental apontar o Governo Federal como impulsionador desse problema. Segundo dados da OMS ( Organização Mundial da Saúde) os casos de pessoas com depressão já passaram de 12 milhões. É de extrema importância cuidar da saúde mental, pois, estando bem mentalmente as pessoas ficam bem fisicamente. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde enviar um projeto de lei à Câmara dos Deputados Federais, a fim de intensificar o apoio psicológico na sociedade Brasileira. Nele deve conter a necessidade de acompanhamento, partindo das escolas, desde a educação infantil. Por meios dos CAP´s com as Secretarias da Saúde. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e melhor mentalmente onde o Estado cumpre corretamente o seu contrato social, tal como afirma John Locke.