Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 02/09/2022
A obra literária do escritor Machado de Assis “O Alienista” conta a história do Doutor. Simão Bacamartes, um psiquiatra que dirige uma clínica para estudar a loucura e a doença. E assim, Simão começou a internar algumas pessoas na cidade, inicialmente desviadas, mas depois saudáveis, e finalmente, percebeu que o desvio estava nele e acabou internando. Assim como o trabalho, a saúde mental contemporânea ainda é ignorada e a cultura do autocuidado é desprezada. Isso se deve principalmente às exigências excessivas de produtividade por parte dos indivíduos e das sociedades e ao descaso das famílias e das escolas.
Sob esse viés, é legítimo supor que a cobrança excessiva seja um fator determinante dessa frustração. Nesse sentido, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar sua saúde por qualquer outro benefício”. A partir dessa perspectiva, as necessidades do ego de muitos são aumentadas à medida que valorizam a produtividade e a renda. No entanto, acabam esquecendo a importância do autocuidado e sacrificando a própria saúde. Como resultado, surgem deficiências na cultura do autocuidado e as dificuldades em lidar com os contratempos levam a doenças mentais como depressão, ansiedade e até suicídio.
Além disso, deve-se destacar que a falta de problematização do lar e da escola é um fator agravante para os problemas supracitados. Nessa perspectiva, os ambientes doméstico e escolar muitas vezes silenciam sobre o sofrimento psíquico dos jovens, pois expressões idealizadas baseadas em conceitos pouco claros ou pouco claros dificultam a problematização. Então, de acordo com o escritor do Império Romano, Sêneca: “O que você pensa de si mesmo é muito mais importante do que o que os outros pensam de você”. Nesse contexto, a autoconsciência é essencial para poder enfrentar esses obstáculos e, com isso, as circunstâncias da vida serão forçadas a mudar suas perspectivas.
Portanto, medidas são essenciais para promover a relevância do autocuidado e a problematização da saúde mental. Diante disso, recomenda-se que o Governo Federal, em nome do Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, conscientize as escolas por meio de debates e palestras que visem ressignificar equívocos sobre saúde mental