Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 01/09/2022
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a saúde mental e a importância da cultura do autocuidado, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de auxílio para as pessoas terem mais saúde mental ocasionando as pessoas a terem mais autocuidado. Nesse sentido, tal problema vem permeante a sociedade e gerando uma série de problemas a exemplo da alta taxa de suicídios subindo ultimamente. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a falta de autocuidado como impulsionador da falta de saúde mental nos cidadãos do Brasil. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a grande maioria dos jovens e adolescentes com alguma doença mental não recebe nenhum tratamento ou assistência. Diante de tal exposto, é notório que esse problema gera a falta de capacidade de fazer algumas atividades, a falta de estabilidade mental fazendo ter uma sociedade totalmente corrompida de defeitos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de uma campanha, crie medidas para que cuidem da saúde e priorizem o autocuidado a fim de se consolidar uma sociedade mais saudável, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.