Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 26/09/2022

Parafraseando o filósofo Hipócrates, um homem saudável é aquele que tem autocuidado, e por isso encontra-se em equilíbrio físico e mental. Entretanto, no que concerne à saúde mental na realidade atual, encontra-se diluído esse estado de equilíbrio em consequência da grande agitação social e a constante evolução científica informacional. Todavia, faz-se mister a necessidade de salientar a importância de métodos de autocuidado para a tentativa de reequilibrar esse estado.

Primordialmente, é importante salientar que, apesar da evolução tecnológica ter aproximado as sociedades, também fragilizou suas relações interpessoais. Nesse sentido, forma-se um vício na tecnologia e a necessidade da aprovação virtual, substituindo a socialização. Segundo uma pesquisa do Hospital Santa Mônica, o problema citado acaba configurando um estado de solidão, que tem diluído a estabilidade emocional e física das pessoas.

Dado o exposto, é importante destacar que a agitação social também infere de maneira significativa na desarmonia física e psicológica das pessoas. Segundo o filósofo filósofo Jiddu Krishnamurti, “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”, coisa que se reflete nas pessoas do atual nicho social, que foi moldado à imagem do progresso a qualquer custo, produtividade e competitividade; e neste meio, a importância do “eu” se esvai e as pessoas deixam de lado a sí mesmas para prezarem por outras preocupações.

Contudo, é notório que a prática e importância do autocuidado acaba sendo esquecida e o desequilíbrio emocional toma conta das pessoas. Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova projetos de psicologia e sociologia que salientem a importância do autocuidado, e a intervenção do Ministério do Trabalho na criação de legislações que promovam a obrigatoriedade em testes periódicos que chequem o estado psicológico dos trabalhadores.