Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 25/04/2023

O circo social

No filme O palhaço, o protagonista retratado pelo ator Selton Mello, entra numa anedonia no trabalho, e decide abandonar esse, sem o apoio e compreensão da família. Como na obra, percebe-se que a sociedade brasileira ainda não entende a importância da saúde mental e do autocuidado. Isso é visto tanto no aumento de suicídios, como na construção das relações sociais.

Primeiramente, se faz necessária a análise da taxa de suicídio nos últimos 10 anos que, segundo a Secretária de Vigilância Saúde do Ministério da Saúde, aumentou em 43% desde o início do boletim etimológico. No entanto, este dado não afetou a forma como as campanhas de saúde são aplicadas durante o ano, sempre ocorridas somente no Setembro Amarelo. Sem dúvida, um tempo curto para uma sociedade incrustadas em estereótipos que limitam a sua efetivadade, seja no alcaçe as populações mais pobres, ou no entedimento pelas demais.

Ademais, há um movimento partriacal crescente que associa as fragilidades emocionais como exclusividade do gênero feminino, influenciando muitos homens a ignorar problemas psicológicos para evitar o detrimento do trabalho. De tal modo, políticas de saúde do homem e novas iniciativas se demostram ineficazes, como afirma um estudo Revista Psicologia e Saúde publicado em 2019. Do mesmo modo que ocorre no filme brasileiro, pois a vergonha e o medo provacam o adoecimento, e consequentemente o seu incompreendimento pela sociedade.

Infere-se, portanto, que a ignorância em relação a saúde mental e a cultura do autocuidado é um problema para a sociedade brasileira. Assim, cabe ao Governo Federal, implementar tratamento psicológico em Unidades de Saúde Básica, por meio de projetos de leis criados e aprovados pelo Poder Legislativo, a fim de diminuir o preconceito em relação aos Centros de Atenção Psicossociais. Além disso, a escolas em parceria com a sociedade civil, poderiam organizar palestras convidando especialistas e pessoas que passaram pela mesma situação, para debater sobre como estigmas podem ser prejudiciais a saúde. Dessa maneira, os palhaços serão libertados deste circo em que são obrigados a fazerem os outros sorrirem, mesmo sem sequer saber o que é isso.