Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 07/07/2023

Segundo o sociólogo Manuel Castells, diz “Cada época tem sua tecnologia, de acordo, com suas necessidades.” a partir disso pode-se afirmar que a população atual é uma sociedade em rede. Ou seja, uma estrutura social onde a rede é usada como meio de se relacionar a partir de tecnologias de informação e comunicação, a qual permitem a intensificação das relações e o encurtamento das distâncias. Bem como o mau uso está acarretando estorvos gravíssimos nos indivíduos. Desta forma, deve-se analisar as causas e impactos negativos dessa situação na sociedade.

Convém pontuar, inicialmente, o cenário que os indivíduos se encontram.Com a criação da internet, que fica acessível à informação, evoluiu-se possibilitando uma conexão constante entre pessoas. Contudo, tal tecnologia, tornou-se uma ferramenta de gatilhos emocionais, na qual, plataformas digitais, como Instagram e Facebook, por meio do compartilhamento de fotos, virou uma área de competição de quem tem a vida “perfeita”, apenas para causar inveja no próximo.

É imprescindível destacar, também, nesse panorama, a realidade vivida em 2020.Sabe-se que, a população estava de quarentena devido à pandemia da covid-19. No entanto, o público predominante, é os adolescentes que por sua vez, ao conseguirem gerar “conteúdos” ou fazer comentários na plataforma, está causando consequências graves no próprio nicho, por exemplo, estresse, depressão e ansiedade. Logo, é importante destacar que a existência de tecnologia de comunicação não é o problema, mas sim o manuseio delas e sua intenção.

Fica claro, então, que a saúde mental dos jovens no século XXI deve ser problematizada. Nessa perspectiva, é necessário que o Ministério da Educação invista em programas, que busquem ensinar os alunos como usar a internet, por meio de dinâmicas na qual visem o combate a problemas psíquicos, com ajuda de profissionais na área da educação, saúde e informática. Além disso, a família e escola devem cooperar por meio de conversas, para que a situação não se encaminhe para as próximas gerações.