Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 06/08/2025
A obra cinematográfica “Garota interrompida” mostra a vida de uma moça diagnosticada com “boderline” que é internada em uma clínica psiquiátrica e sua vida lá. Essa temática não se resume ao âmbito cinematográfico, pois é notável como a saúde mental e a importância da cultura e do autocuidado são valorizados na sociedade atual. Diante isso, é necessário considerar a desigual de social e o estigma culturalcomo alguns fatores que dificultam o processo de ajuda mental.
Nesse contexto, é válido considerar a desigualdade social como fator catalisador do para os desafios em manter uma boa saúde mental no mundo atual. Adiante esse parâmetro, a citação “O que é muito difícil é você vencer a injustiça secular que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados o pais dos despossuidos." do filósofo Ariano Suassuna, é fundamental para entender como a população marginalizada tem mais desafios ao ter acesso a bons planos para ajuda mental, que geralmente são de empresas privadas e com um custo nem sempre acessível, em comparação aos de convênio público que são de graça, mas o cliente enfrenta dificuldades de horário, locação, e privação . Esses fatores colocam em evidência como a renda dificulta a população a poder cuidar da saúde mental.
Ademais, é importante compreender que o estigma cultural impede diversas pessoas a aceitarem ajuda psicológica. Uma pesquisa feita pela “panorama da saúde mental”, relatou que apenas 5% dos brasileiros fazem terapia. Diante essa informação é explícito como a população tem tabu com a psicologia, pois no passado era comentado como algo para pessoas com graus elevados de transtorno, e não para todos que quisessem se cuidar, gerando assim um paradigma de ser alguém fraco. Torna-se claro assim, como os estigmas da sociedade brasileira complicam quem quer ajuda psicológica.
Diante do exposto, entende-se como as dificuldades de acesso à saúde mental é precária e a necessidade de combatê-las. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, atuar em escolas, por meio de psicólogos, que participarão de um processo seletivo de aptidão, tendo esses profissionais no ambiente escolar, os alunos terão garantia gratuita de autocuidado mental. Desta maneira, a população brasileira ficará mais saudável e sem estigmas.