Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 23/04/2018

O sedentarismo é a falta de exercícios físicos regulares. E além de resultar em riscos para a saúde, é um hábito que traz desafios para que sejam superados principalmente na atualidade. Se por um lado tem-se as facilidades do mundo tecnológico; por outro, o estilo de vida também conta. Além disso, há outros fatores que não favorecem uma vida mais ativa. Mas apesar de tudo, é necessário uma evolução nesse quadro.

Devido à revolução industrial a vida da humanidade mudou, de lá para cá é inevitável não se beneficiar dos aparatos tecnológicos. Quem não quer mudar o canal da televisão sem se levantar do sofá? Ou, transferir o dinheiro por um simples toque no celular e evitar a fila do banco? E Quem não quer ir a padaria de carro economizando mais tempo? Não tem jeito, a tecnologia é uma “parceira” imprescindível: evita que se gaste energia, esforço físico, horas de caminhadas. E se transformou, sem dúvidas, em um obstáculo para quem deve superar a inatividade.

Acrescenta-se que o ritmo acelerado imposto pela vida moderna também configura o desafio para a superação do sedentarismo. Geralmente, a rotina inclui: horas extensas de trabalho, de trânsito, compromissos diversos a serem realizados, dedicação à família, responsabilidades em casa, dentre outros. Sendo assim, a prática de uma vida saudável com exercícios físicos na rotina, fica cada vez mais difícil. Quando não se tem tempo disponível, falta a motivação, a disposição para a realização dessas atividades, Já que outras tarefas já consomem prazo e energia.

Além disso, entra outros fatores para a lista. Por exemplo, não é acessível à todos espaços que propiciem a prática de exercícios físicos. Nas grandes cidades por exemplo, uma pista adaptada para caminhar, nem sempre é de fácil acesso. Para chegar ao local, às vezes, é necessário até mais de um transporte. Também conta, que parte considerável da população não tem condições econômicas para custear uma academia, um clube, ou até mesmo a participação em alguma modalidade esportiva. Em vista disso, uma vida mais ativa fica complicada.

Portanto, o quadro de sedentarismo deve ser mudado aos poucos, por partes. O Ministério da Saúde por meio de campanhas e palestras administradas por Médicos e Educadores Físicos, poderia reforçar com mais frequência, a importância do zelo pelo bem - estar físico. Paralelamente, o Governo pode executar obras, em maiores proporções, que visem estruturas de exercícios como: parques, vias para caminhada, ciclovias, academias populares e outros. Quem sabe assim, essas ações estimulem, incentivem a população, principalmente, os mais necessitados a mudarem seus hábitos e darem um ‘‘pontapé" no quadro sedentário.