Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/05/2018

“O homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado.” A frase do filósofo Rosseau faz alusão à Revolução Industrial e ao capitalismo, que trazem inúmeras consequências para este país. Outrossim, ao decorrer das evoluções, a sociedade torna-se cada vez mais sedentária. Assim, deve-se analisar como a omissão do Poder Público e a modernidade líquida prejudicam a questão na atualidade.

Indubitavelmente, o Poder Público é o principal responsável pela manutenção do sedentarismo. Isso porque, embora a Constituição Federal de 1988 garanta o direito à saúde, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação. Muitos artigos reconhecem o direito à hospitais de qualidade, tratamentos de saúde adequados, porém essa não é uma realidade no Brasil, pois os interesses socioeconômicos de setores do Governo, se sobrepõem à fiscalização das leis. Não é à toa, então, que cada vez mais pessoas não se alimentem de maneira saudável e tampouco pratiquem exercícios físicos.

Atrelada ao Poder Público, nota-se que a a sociedade vive uma modernidade líquida, conforme defendeu Bauman. Ou seja, as relações sociais estão cada vez mais vazias, o que aumenta os índices de refeições rápidas, calóricas e a falta de movimentos corporais. Outrossim, com a modernidade e o surgimento de novas tecnologias, o ser humano está cada vez mais acomodado e não vê a necessidade de esforço em algumas tarefas diárias, o que aumenta o número de sedentários e obesos.

Diante dos fatos supracitados, nota-se que o sedentarismo é agravado pelo Poder Público e pela modernidade. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Saúde, deve implantar projetos nos hospitais e comunidades, por meio de campanhas orientadadoras com palestras ministradas por médicos e educadores físicos que exponham a importância da alimentação saudável e do exercício físico, a fim de diminuir a potencialização do sedentarismo e da modernidade descrita por Bauman. Assim, o Brasil tornar-se-á um país saudável.