Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 03/06/2018

Na antropologia sedentarismo é a passagem da cultura nômade para uma cultura fixa, que se tornou possível graças a técnicas agrícolas, ao passar do tempo com o surgimento de cidades urbanas e com o cotidiano e o conforto que a vida moderna nos oferece, passamos literalmente para um estado de inércia.

A tecnologia é de fundamental importância em nosso mundo atual, onde não dispomos de muito tempo, hoje podemos utilizar meios de transporte e comunicação super rápidos, diferente de décadas atrás, porém, a comodidade em excesso acaba tornando-se uma problemática. Carros, elevadores, escadas rolantes, controles remotos e computadores são os principais responsáveis pelo aumento da taxa de pessoas - em todas as faixas etárias - que sofrem de enfermidades em consequência da inatividade. Doenças essas como, atrofia muscular - pela falta de exercícios físicos -, obesidade - acúmulo de gordura no corpo - e respectivamente diabetes, hipertensão e infarto são bem comuns.

A priori, outro fator existente são as redes de fast-food - comida rápida - que em conjunto com aplicativos de celulares procuram oferecer o máximo aconchego aos clientes e disponibiliza de forma rápida a obtenção de alimentos, no qual, muitas vezes não possuem nutrientes suficientes, e colaboram com o aumento de peso e com a vida pacata da população, que não precisa sair de casa ou ir a cozinha preparar a própria refeição.

Levando-se em consideração esses aspectos, há muitas formas de prevenir e combater esse infortúnio, é preciso “sair da zona de conforto” para haver mudanças, a exemplo, ter uma alimentação saudável - preparar o próprio alimento - , praticar atividades físicas e até mesmo fazer pequenas mudanças no cotidiano como, usar a escada em vez do elevador, levantar da cadeira para se movimentar ou, trocar o carro por um passeio de bicicleta é um ótimo início. Os benefícios trazidos com essas práticas são, a diminuição do estresse e depressão, diminuição das dores, a melhora na postura e principalmente a queda na propensão de adquirir doenças cardíacas e diabetes. Levar informação e integrar a vida saudável no dia-a-dia das pessoas é essencial, assim, palestras em escolas e em locais de trabalho que promovam a interação das pessoas com a mobilidade seria uma ótima forma de vencer o sedentarismo considerado o mal do século.