Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 26/06/2018
Segundo a Primeira Lei de Newton, um corpo parado tende a permanecer parado, a menos que atue sobre ele uma força. De forma análoga, pode-se observar o ser humano e o seu atual estado de sedentarismo. Assim, permanecendo constantemente em repouso, a porcentagem de sedentários no mundo corresponde a cerca de 70%, segundo dados da OMS. Dessa forma, esse mal é considerado a doença do século, um reflexo de hábitos decorrentes da modernidade que resultam em baixa expectativa e qualidade de vida .
Efetivamente, a conturbada carga horária dos brasileiros atrelada ao excesso do consumo de tecnologia tem intensificado esse problema. Isso é observado até mesmo em crianças e jovens que comumente eram mais ativos fisicamente, contudo perdem grande parte do tempo em modernidades. Assim, portanto, é necessário adaptar a rotina aos novos hábitos. Segundo o livro “O poder do hábito” quando pessoas se exercitam regularmente, por consequência, adquirem comportamentos saudáveis como uma alimentação adequada, além de qualidade no sono.
Por outro lado, há a faixa etária que mais cresce no Brasil, a terceira idade. No entanto, apesar da expectativa de vida ter aumentado, a qualidade de vida dos idosos não se mostra adequada. Segundo o IBGE, a porcentagem de sedentários idosos é consideravelmente maior do que sedentários adultos. Por isso é preciso compreender que atividades física tem o poder de reduzir muitas doenças além de melhorar a qualidade de vida em todas as faixas etárias, por consequência, tem potencial de reduzir os gastos com saúde pública.
Infere-se, portanto, que a família tem papel fundamental no incentivo de práticas físicas aos filhos desde a infância através do exemplo, investimento e controle do consumo de tecnologia com o objetivo de fazer com que isso se torne um hábito para toda a vida. Torna-se, também, necessário o destino de recursos públicos por meio dos representantes municipais na construção de parques adaptados para a prática de exercícios físicos com principal foco nos idosos, garantindo, assim, locais seguros com o intento de melhorar a qualidade de vida da população mantendo-os constantemente em movimento através da uma força denominada: hábito.