Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 01/07/2018
Segundo o filósofo Nietzsche, o ‘‘super-homem’’ seria aquele indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. Todavia, poucos são capazes de compreender essa lição no que tange a questão do sedentarismo na contemporaneidade, visto que o surgimento de doenças como diabetes, tabagismo ou obesidade têm se tornado frequentes. Entretanto, é de suma importância nos atermos como esse problema manifesta-se e de que forma a sociedade e a mídia influenciam nesse processo.
Primeiramente, o clico de vida rotineiro e padronizado que a sociedade está inserida contribui para o fortalecimento do sedentarismo. Isso decorre da questão dos indivíduos estarem preocupados com seus problemas pessoais ou ocupados com questões trabalhistas e esquecerem de cuidarem da própria saúde e regulamentar uma vida ativa com a prática de atividades físicas. Devido a modernidade líquida, segundo Bauman, estamos preocupados apenas em viver num estado capitalista de consumo, entretanto preferimos gastar o nosso salário com alimentos calóricos apenas por desejo ou satisfação, ao invés de investirmos também em atividades práticas como, caminhada, academia, natação e outros diversos exercícios físicos que estão inclusos na sociedade. Prova disso, são os dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstrando que mais de 40% dos adultos são sedentários.
Ademais, a mídia com o uso de ferramentas como propagandas e influenciadores digitais fortalecem o crescimento do sedentarismo. Isso acontece pelo uso de propagandas ou comentários de influenciadores digitais que divulgam esses tipos de produtos para uma grande massa da população. Com isso, redes de ‘‘fast-food’’ que têm como objetivo servirem alimentos em um curto período de tempo como, por exemplo, o ‘‘Mc Donald´s’’ ganham espaço e desregulam o sistema de saúde da sociedade, que rende-se a um famoso hambúrguer ou um delicioso pacote de batatas frias com refrigerante no conforto de sua casa, o que gera um comodismo ao qual os indivíduos acostumam-se com a situação atual.
Portanto, é necessário que a sociedade liberte-se das amarras sociais. Cabe ao Ministério da Saúde (MS) introduzir na sociedade algumas palestras instrutivas que apresentem os principais riscos que uma má alimentação pode ocasionar, além de demonstrar como e quais meios utilizar para práticas de exercícios físicos como forma de incentivo. Por fim, é importante o acompanhamento de um administrador nas relações econômicas de cada ser, instruindo a ter um maior controle financeiro, sem cair nas armadilhas de um mundo capitalista e consumista, para que cada um seja capaz de controlar sua própria saúde. Diante disso, tornaremos a sociedade mais saudável e com alta expectativa de vida.