Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 20/11/2018
Atualmente, verifica-se que o sedentarismo é uma grande epidemia. A cada dia, mais e mais pessoas ingerem um valor crescente de calorias por meio de alimentos industrializados e têm cada vez menos tempo para práticas esportivas que consumirão tais calorias. Daí vem uma espiral de problemas de saúde que, presentes em pessoas de todas as idades, tornam o sedentarismo uma alusão de grande mal do século XXI. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse mal acomete cerca de 60% de toda a população mundial.
Primeiramente, é importante perceber como ocorre a construção do sedentarismo dentro da sociedade. Os serviços da vida contemporânea geraram um extenso portfólio de comodidades, desde transportes de bens às comunicações: são escadas rolantes, automóveis, entregas, um número sem fim de alimentos processados e saborosos. Inconscientemente, faz muito sentido para o corpo ingerir um delicioso hambúrguer repleto de acidulantes, edulcorantes ou qualquer outra sustância, mesmo cancerí-gena, apenas para satisfazer um prazer momentâneo de comer.
Todas esses recursos vêm para atender às expectativas da natureza humana. De acordo com Drauzio Varella, o repouso é um estado natural do ser humano, pois a busca pela saciação de necessidades naturais, como a alimentação, são uma perturbação desse repouso. Isso explica a razão de a preguiça e a compulsão por comida serem tão recorrentes em qualquer lugar do mundo, pois fazer atividade física sem haver uma motivação natural de autopreservação e defesa e fome por folhas amargas não são naturais o ser humano, mas sim construções racionais. Em outras palavras, abandonar o sedentarismo é o mesmo que reprogramar o corpo humano.
Assim, considerando o potencial de doenças, o sedentarismo é caso de saúde pública. O Ministério dos Esportes deve manter um programa de atividades físicas estendido a indivíduos de todas as idades, inclusive idosos. Dessa forma, estimula-se o engajamento da comunidade nos cuidados com a saúde por meio de uma política de Estado de bem-estar.