Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 14/07/2018

Sedentarismo, conceito iniciail contrário ao nomadismo, praticado pelas populações primitivas para suprir as necessidades alimentares, tornou-se fundamental na fixação do homem em apenas uma região. No entanto, essa definição vem transformando-se de acordo com o compartamento das sociedades do século XXI, em que o imobilismo da questão habitacional passou a ocupar ações no cotidiano dos cidadãos brasileiros. A escolha pela interação tecnológica, em vez dos exercícios físicos, dificulta o combate ao sendentarismo.

Nesse contexto, muitos indivíduos trocam o tempo livre, que deveria ser para as atividades físicas, pela interação com os equipamentos eletrônicos, visando ao entretenimento. Horas sentados frente ao computador, longas partidas de jogos em videogames e o tempo gasto em aplicativos de redes sociais são exemplos de comportamentos comuns àqueles que optam pelo sedentarismo. Situação semelhante é evidenciada em uma das temáticas do filme ‘‘Wall-E’’ da Disney, no qual viajantes de um cruzeiro espacial futurístico passam o dia sentados em suas cadeiras motorizadas, interagindo com as tecnologias e à mercê delas para os afazeres, desencadeando a obesidade em todos de mesmo comportamento. Dessa forma, percebe-se a negligência da importância da prática de exercícios físicos, resultando no sedentarismo, não distanciando a realidade da animação de uma sociedade acomodada.

Por conseguinte, a manutenção desse comportamento impacta a qualidade de vida dos cidadãos. Aliado à má alimentação, deixa-os suscetíveis a doenças como a diabetes, a hipertensão, além de aumentar a probabilidade do infarto do miocárdio. Isso ocorre porque, de acodo com os conceitos biológicos, a ausência de atividades físicas na rotina favorece o acúmulo de gordura nos tecidos e artéria, além de diminuir a excreção do excesso de sais e glicose, principais motivadores para tais distúrbios. Assim, a indiferença da população com essa questão resulta no aumento de gastos com a saúde pública, pois ela torna-se mais propensa ao desenvolvimento de doenças crônicas, sendo o governo resposável por arcar com o tratamento.

Nessa perspectiva, a vida sedentária dos indivíduos gera consequências à própria saúde. Portanto, faz-se necessário que as Prefeituras estimulem os exercícios, por meio da contratação de profissionais especializados, como professores de educação física, e a instalação de academias públicas nos bairros, ou a realização de atividades assistidas em espaços públicos, a fim de reduzir o comportamento sedentário. Ademais cabe à escola informa aos futuros cidadãos sobre os problemas causados pelo sedentarismo, por intermédio de palestras com médicos, pois esses são um dos reponsáveis pelo tratamento da sáude, com o objetivo de estimular a prática de atividades físicas.