Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 13/08/2018
Na Pré-história, predominava-se a vida nômade, contudo com o domínio da agricultura, o homem passou a ser sedentário. Analogamente, o avanço tecnológico sujeita os indivíduos da atualidade a tender ao sedentarismo, problema que ocorre de maneira frequente e prejudicial à saúde. Dessarte, dois aspectos devem ser analisados: o uso inadequado das tecnologias e os hábitos desenvolvidos pela sociedade.
Em primeiro plano, o mal uso das tecnologias da atualidade é uma das principais causas do sedentarismo. Nesse viés, o surgimento de novas ferramentas de comunicação durante a Guerra Fria, como a internet, propiciou a comodidade dos indivíduos, visto que muitas crianças e adultos trocam as atividades físicas por jogos online. Consequentemente, esse comportamento torna-se prejudicial à saúde dessas pessoas, a julgar pela pesquisa da revista médica “Lancet”, a qual afirma que 13% das mortes no Brasil estão ligadas ao sedentarismo.
Ademais, a carência de estímulos ao desenvolvimento de uma vida ativa agrava essa problemática na sociedade. Nessa perspectiva, tanto a rotina de uma pessoa no ambiente social quanto em casa são influentes nos seus hábitos desenvolvidos ao decorrer de sua vida. Destarte, a vivência em ambientes que incentivem o indivíduo a ser mais ativo, seja por meio de jogos que exijam atividades físicas ou esportes, são fundamentais para uma boa saúde.
Portanto, torna-se evidente que há entraves para desfazer essa tendência desenvolvida desde os hominídeos. Primeiramente, o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação deve realizar a criação de jogos digitais que estimulem a atividade física nas escolas ou até mesmo em casa, como “Just Dance”, para reverter o mal uso da tecnologia e promover a saída dos indivíduos do sedentarismo. Similarmente, o Poder Executivo deve realizar em parque e praças públicas, a criação e manutenção de academias e quadras esportivas, a fim de estimular os cidadão, principalmente idosos, a praticarem esportes e atividades físicas para acabar com a vida parada. Assim, o país terá cidadãos saudáveis e sem tendência ao sedentarismo.