Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 13/08/2018

É de conhecimento geral que o Brasil, há pouco tempo lutava contra problemas como a fome e a desnutrição. Nos dias atuais fica cada vez mais evidente o crescimento do sedentarismo e consequentemente, a obesidade, que são desencadeados por diversos fatores como o avanço da tecnologia, a maior ingestão de produtos industrializados e a falta de exercícios físicos, porém a desnutrição não deixou o país, pois muitas pessoas com excesso de peso não possuem os nutrientes necessários para uma saúde perfeita. Todos os hábitos que podem levar ao sedentarismo e obesidade quando não corrigidos rapidamente tornam-se problemas de saúde pública.

É importante ressaltar que esta situação pode ser desenvolvida em qualquer idade e está cada vez mais presente nas crianças e adolescentes que substituem as brincadeiras ou a prática de esportes para ficarem em casa assistindo TV ou jogando videogames, juntamente com uma alimentação rica em açúcares e carboidratos, que trazem complicações para a vida adulta.

É indiscutível que quando a vida cotidiana de uma pessoa adulta é analisada tem a capacidade de mostrar que, em sua maioria, tem o horário de almoço reduzido, fazendo com que optem por refeições mais rápidas, como fast foods ou até mesmo salgados de padarias e lanchonetes, alimentos ricos em sódio e carboidratos, além disso, quando ingerimos o alimento rápido demais, é comprovado cientificamente, que atrapalha a digestão e nos faz engordar com mais facilidade.

Outro fator existente é a falta de disponibilidade de tempo e disposição para a prática de exercícios físicos, que sem eles o sedentarismo e a obesidade se fazem presente em quase 70% dos brasileiros, de acordo com pesquisas da Sociedade Brasileira de Cardiologia, por não praticarem atividades físicas, nem terem uma alimentação saudável, as consequências são várias, entre elas estão o surgimento de doenças como a diabetes, hipertensão e infarto, podendo levar até a morte súbita.

Em virtude dos fatos mencionados é indispensável que o Estado capacite profissionais da área da saúde para lidar de forma específica nos problemas causados pelo sedentarismo. Seria interessante se as empresas sofressem incentivos financeiros, como a diminuição de impostos para criarem refeitórios com comidas balanceadas, atendimento nutricional e, também, aumentar o tempo de almoço dos funcionários. É papel das Prefeituras criar áreas verdes, como parques e praças com academias populares e espaço para corridas. As mídias sociais e jornalísticas deveriam apresentar propagandas educativas para alertar a importância de uma alimentação saudável e atividades físicas. O Ministério da Educação juntamente com o da Saúde, deveriam implantar nas escolas da rede pública e privada a obrigatoriedade de oferecerem aos alunos merendas saudáveis.