Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 25/02/2019
A Segunda Geração do Romantismo é caracterizada pelas crises de valores e crenças, denominadas de “mal do século”. Hoje, essa expressão está vinculada ao sedentarismo, ato que é prejudicial aos indivíduos. Essa epidemia pode ser considerada o “mal do século XXI” devidos aos avanços tecnológicos e a desvalorização das práticas físicas e é um problema que precisa ser discutido.
Apesar de muitos benefícios, os diversos avanços tecnológicos tornaram as sociedades mais sedentárias. O intenso uso de elevadores, escadas rolantes,além dos carros,trouxeram muitas facilidades mas também menor prática de exercícios físicos. De acordo com o filósofo Aristóteles a justa medida é o equilíbrio entre a falta e o excesso sendo o caminho para a mais alta virtude e o bem-comum. Assim, o sedentarismo “fere” esse equilíbrio promovendo muitos males à sociedade como o aumento de doenças crônicas e menor produtividade.
Ademais, nas grandes cidades a rotina diária não prioriza o combate ao sedentarismo. A famosa citação do poeta romano Juvenal “mente sã e corpo são” era muito aplicada nas Cidades-Estados gregas, principalmente em Esparta que precisava treinar os homens e mulheres para protegerem a nação. Porém, infelizmente, séculos depois essa premissa não está inserida no cotidiano de grande parte da sociedade devido ao grande tempo que a maioria das pessoas ficam em engarrafamentos por exemplo. No Brasil, a disciplina educação física não é mais obrigatória com a nova reforma do ensino demonstrando um retrocesso na luta contra as inatividades físicas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. No presente momento, a tecnologia, com a internet, também pode ser uma aliada com o surgimento de vários aplicativos cuja função é auxiliar na prática de atividades. Além disso, o MEC deve promover ainda mais as práticas físicas desde a infância menor até a faculdade tornando um bom hábito para as futuras gerações. Só assim essa “epidemia” terá um fim.