Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 28/09/2018

Em terras brasileiras, surge um problema que tem como origem a falta de movimento dos corpos, a partir da inércia da população quanto à mudança de seus hábitos: o sedentarismo. Esse problema é caracterizado pela escassez ou ausência de atividades físicas e é causado, dentre outros motivos, pelos avanços tecnológicos e suas facilidades e pela falta de prioridade das pessoas quanto a essa atividade. Com isso, surgem doenças graves, que, inclusive, levam à 2 milhões de mortes todo ano, segundo a Organização Mundial da Saúde, o que coloca o sedentarismo como um grande mal para o nosso século.           Precipuamente, deve-se destacar que as capacidades que recursos tecnológicos dispõe influem numa menor necessidade de trânsito da população. Isso ocorre, por exemplo, com o advento das redes sociais, em que a necessidade de se relacionar com outro indivíduo não precisa ocorrer necessariamente na presença física de outra pessoa. Além disso, alguns podem querer ficar em casa, ao invés de ir a um cinema, pois serviços de vídeo, como a “Netflix”, entregam centenas de filmes e séries televisivas diretamente pela televisão. Dessa maneira, a tecnologia traz consigo diversas facilidades, que são atraentes para aqueles que preferem essas às atividades físicas.

Consequentemente, o sedentarizado pode ser vítima de complicações na saúde. Dentre elas, existe a hipertrofia de fibras musculares, diabetes, aumento de colesterol e obesidade. Isso é ocorre, consoante a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, em 2015, por conta da falta de tempo, algo alegado por 38,2% dos entrevistados e pela falta de interesse, que foi demonstrada por 35% deles. Dessa maneira, se percebe que a atividade física está sendo negligenciada pelos indivíduos, pois, apesar de complicações relatadas, não possuem sua saúde como uma de suas prioridades.

Em suma, o Ministério do Esporte, poderia realizar eventos que incitassem a prática de exercícios físicos, por meio de caminhadas comunitárias e aulas de dança e ioga gratuitas, em parques, e em horário flexível, para que aqueles que trabalham tenham a possibilidade de usufruir desse benefício. Com isso, seriam prevenidas doenças graves, que prejudicam a saúde de inúmeros cidadãos. Além disso, o Ministério da Educação, em conjunto com a mídia, por meio de propagadas televisivas e na internet, deve alertar a população de que a atividade física deve ser uma prioridade para todos, para que ela garanta a saída da inércia provocadora do sedentarismo.