Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 28/09/2018

O sedentarismo acomete cada vez mais pessoas no século XXI. De um lado, brasileiros que reclamam por não terem tempo de se exercitar, de outro, médicos que lutam para reverter os problemas associados à uma vida inativa. Nesse sentido, a prática de atividade física regular favorece, em grande medida, o afastamento de doenças precoces e favorece, também, a auto-estima de quem a pratica. Assim, a realidade do sedentarismo, como o mal do século, precisa ser transformada com urgência.

É inegável que os avanços tecnológicos contribuíram para facilitar a vida do cidadão. Máquina de lavar roupa, microondas, cafeteira elétrica, enfim, todas essas tecnologias fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas que alega não ter tempo para se mover. Essa alegação é um tanto contraditória, visto que aqueles objetos otimizam a vida do usuário e, portanto, ele deveria, sim, possuir mais tempo na sua rotina dedicado a uma atividade física. Dessa maneira, o conforto vindo da tecnologia, ao invés de estimular uma vida ativa, gera preguiça e acomodação. Percebe-se, portanto, que é necessário um estímulo maior para que o gosto pela atividade física seja despertado.

Segundo dados de pesquisa feita pelo IBGE, quase metade dos adultos do país são sedentários. Dessa maneira, doenças como obesidade, diabetes e hipertensão fazem parte do dia a dia de milhares de brasileiros. Essa realidade preocupa médicos no país, certamente, porque muitos pacientes nunca começam a se exercitar, apenas mascaram a vida sedentária com o uso de remédios para controlar os sintomas das doenças. Só para ilustrar, normalmente quando um paciente vai ao médico, o especialista pergunta acerca da prática ou não de atividade física regular, e quase sempre a resposta é negativa, e não só um remédio é receitado, mas um conselho para mudança de vida também é passado. Diante desse cenário dramático, os médicos são os maiores aliados da população para transformar essa realidade.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas com vistas a reverter os índices de sedentarismo no Brasil. Para tanto, estudantes de Educação Física devem promover Feiras de Saúde em praças públicas, em parceria com estudantes das escolas do bairro, objetivando esclarecer acerca da importância de incluir movimento no dia a dia, mostrando os benefícios que o exercício traz, assim como oferecendo as mais diversas opções de atividade física que existem, desde a mais calma à mais vigorosa. Além disso, o Ministério da Saúde, em parceria com médicos, deve promover na TV aberta, propagandas que alertem a população acerca do sedentarismo e suas consequências, como forma de promover uma reflexão acerca da falta de atividade física e suas implicações, e assim, será possível favorecer a atividade e reduzir os índices de sedentarismo no Brasil.