Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 08/10/2018

Menos Duda’s, mais geração saúde

A série de filmes Harry Potter narra a história do coadjuvante Duda  Dursley— um rapaz gordinho que só assiste televisão. Tal prática não se restringe, apenas, ao meio cinematográfico. Hodiernamente, o sedentarismo é o grande mal do século. Por isso, é necessário tratá-lo como um caso de saúde pública e criar mecanismos de combate.

Em primeira análise, pontua-se que o sedentarismo ocasiona doenças secundárias. Destaca-se, entre elas, os problemas cardiovasculares, diabetes e obesidade. Nesse contexto, a atividade física regular mostra o seu potencial reparador. Contudo, no Brasil, por exemplo, cerca de 50% do contingente populacional não exerce exercícios corpóreos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas(IBGE). Nessa conjuntura, as doenças oportunistas não medem esforços para realizar suas práticas patológicas.

Ademais, a mídia exerce um papel conativo que induz o consumo alimentar. Sem dúvidas, propagandas de alimentos gordurosos, baratos e de fácil acesso corrompem o cidadão. Por isso, mesmo com a criação de praças públicas com aparelhos ginásticos, o número de sedentários e obesos aumenta progressivamente, assim como o número de utensílios de atletismo anecúmenos. Como dito pelo filósofo Hobbes, " o homem é o lobo do próprio homem “, demonstrando que a própria mídia instaura um panorama de relações desarmônicas entre sujeito/saúde.

São imprescindíveis, portanto, medidas para atenuar o impasse. A Organização Mundial da Saúde(OMS) deve  criar um plano de combate ao sedentarismo, por meio de corridas e ciclismos comunitários para que, assim, estimule ,gradativamente, o gosto pela prática grupal de atividades físicas. Outrossim, o Ministério da Saúde deve intervir nas propagandas alimentares, por meio de avaliações sobre o grau de persuasão e, assim, a coerção da mídia será minimizada. Por conseguinte, a sociedade terá menos coadjuvantes como Duda Dursley e protagonistas da geração saúde.