Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 13/10/2018

Segundo o sociólogo Zygmum Baumam, nenhuma sociedade que perdeu a arte de se questionar, resolverá os problemas que possui. Nesse contexto, o sedentarismo, “mal do século” como muitos chamam, pode ser definido como a falta ou insuficiência de atividade físicas no cotidiano. De tal modo, que o conforto dos dias atuais e a justificativa pertinente de ‘‘falta de tempo’’, se tornam agravantes para a saúde, e consequentemente sua longevidade de vida será reduzida.

Em primeiro lugar, o sedentarismo crescente no Brasil é preocupante por ser uma questão de saúde pública. Dessa forma, práticas esportivas regulares e hábitos saudáveis minimizam riscos de doenças cardíacas e combatem o sedentarismo. Por exemplo, dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) diz que mais de 60% da população mundial é sedentária, e desenvolve problemas que vão do diabetes, hipertensão à problemas cardíacos. Logo é perceptível a urgência que se deve dar ao assunto.

Em segundo lugar, mas não menos importante, a mudança no estilo de vida das pessoas ao longo das décadas é um fator explicito que pode resultar no sedentarismo. Por outro lado, as criação de novas tecnologias servem de ajuda para o “mal do século’’ se ampliar, pois em um país que busca satisfações rápidas para as frustações e ansiedade, as mesmas estão relacionadas com a praticidade e com isso o comodismo na aquisição do desejado. Fato esse, uma pesquisa realizada pelo IBGE aponta que 42% da população deixa de fazer exercícios físicos por trocarem o tempo para ficar em redes sociais.

Portanto, são urgentes as medidas que precisam ser tomadas para sanar o problema. Inquestionavelmente, faz-se necessário o desenvolvimento de políticas públicas para que se incluam palestras gratuitas sobre a importância da vida saudável e os exercícios físicos em diversos lugares públicos. Ademais, as instituições de ensino devem fomentar o desuso das redes sociais e ajudar no pensamento crítico e reflexivo, para que o impecílio social do sedentarismo seja minimizado ao longo dos anos com atividades físicas mais constantes.