Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/10/2018
O mundo passa por uma transição epidemiológica que deixa de ter a polarização de países ricos com doenças não transmissíveis - como a obesidade -, e os países pobres com as doenças transmissíveis - como dengue e malária. Um dos fatores principais para isso é o sedentarismo, que se tornou o mal do século, inclusive no Brasil. Dessa forma, é imprescindível melhorar a qualidade de vida da população com incentivos à atividade física.
Indubitavelmente, o sedentarismo não é mais uma característica de locais ricos. É evidente que o desinteresse para se movimentar e fazer alguma prática esportiva atinge todas as classes, como, por exemplo, as regiões Norte e Nordeste que têm as maiores taxas de pobreza e, mesmo assim, possuem quase a mesma porcentagem de sedentários que as outras regiões, com cerca de 45% em relação à população, segundo o IBGE.
Mormente, o avanço tecnológico e as comodidades, que a indústria de consumo proporcionou para a sociedade, foram cruciais para estabelecer o sedentarismo na atualidade. Exemplo disso são os computadores, a internet, a facilidade de assistir filmes e seriados em casa e a grande oferta das empresas para entrega delivery - pedidos online e entrega em casa. Desse modo, é mais confortável e prático passar as horas livres em casa do que praticar alguma atividade física como forma de lazer.
É importante, portanto, atenuar essa grande incidência de sedentários na sociedade brasileira. Para isso, o Ministério do Esporte, em parceria com as empresas privadas, deve desenvolver campanhas para estimular a atividade física, como torneios de jogos, caminhadas e até corridas nas cidades semanalmente para despertar o interesse da população para as atividades físicas. Outrossim, a mídia deve fazer propagandas com figuras de atletas em telenovelas, mostrando a importância do esporte para a saúde e na prevenção de doenças cardiovasculares e da obesidade.