Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 30/11/2018

O sedentarismo tem início quando, no período da Pré-História, a espécie humana deixa de ser caçadora-coletora e passa a se dedicar ao cultivo de alimentos. Hodiernamente, tal prática está em seu máximo estágio de expressão, o qual associado a fatores que a sociedade impõe, resultado das inovações industriais ao longo dos séculos, acarreta em inúmeros problemas.

Primeiramente, a indústria em geral ao passo que traz diversificação dos produtos a serem consumidos, estimula a má qualidade de vida dos indivíduos. De fato, isso se relaciona ao conceito de Marx, “ os meios de produção determinam o comportamento humano”, vide a falta de tempo que o trabalhador tem para o lazer diário, o que ocasiona em refeições pouco nutritivas e na escassa prática de exercícios físicos.

Ademais, o estilo de vida altamente prejudicial, fato já analisado, afeta a vitalidade do corpo do indivíduo, por meio do acumulo de gordura no sistema circulatório e muscular, o que gera, entre outras enfermidades, a Hipertensão Arterial e em alguns casos o Infarto e a morte. Sob este ponto, é indubitável que uma situação, a qual está presente em uma parcela significativa da população mundial, maior expoente disso são os Estados Unidos, em que segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 50% da sociedade é obesa, pode ser considerada o mal do século.

Está exposto, portanto, a necessidade de intervir em tal questão. Nesse sentido, os Estados Nacionais devem proporcionar aos cidadãos estimulo à prática de exercícios, como locais com estrutura adequada e instrutores profissionais, além de campanhas publicitárias de alerta contra o sedentarismo. Cabe também ao patronato das empresas incentivar os trabalhadores a ter um estilo de vida mais saudável, por meio de incentivo financeiro a esses, com o objetivo de ajudar o subordinado e a própria instituição, pois ter-se-á maior eficiência. Espera-se, com isso, fazer com que o sedentarismo deixe de ser um mal para as sociedades.