Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 10/02/2019

Hábitos saudáveis

Em meados do século XIX, a segunda geração do Romantismo, no Brasil, era conhecida como o “mal do século”, por apresentar sentimentos pessimistas ao extremo, como a desilusão e a melancolia. Neste momento, o grande mal do século para a população é o sedentarismo. Esse, juntamente com a má alimentação e a negligência, ocasiona o peso excessivo, um grave problema de saúde pública. Nesse sentido, providências precisam ser tomadas.

No documentário “Muito além do Peso” discute-se sobre a obesidade, principalmente a infantil. Esse grupo populacional, vítimas de um modo de vida sem atividades físicas e com muitos alimentos industrializados, resultam de uma sociedade hedonista que preza pelo prazer imediato. Por consequência, muitas dessas crianças apresentam diabetes e hipertensão, problemas que são encontrados comumente em pessoas na terceira idade. Diante desse fator, estar em movimento é um hábito que deve ser cultivado desde cedo.

Ademais, o Ministério da Saúde revelou que um em cada cinco adultos, no Brasil, está acima do peso. Isso demonstra que o público em geral não está preocupado com a saúde e apresenta como justificativa a falta de tempo e a preferência por uma alimentação irregular mesmo sabendo dos riscos. Essa atitude é contestada pelo médico Drauzio Varella, quando este afirma que o Brasil sofre com uma epidemia de pessoas obesas e que cada um tem sua responsabilidade individual para combatê-la. Reafirma-se assim, a necessidade de mudanças de hábitos ruins e inclusão de mais movimentação no cotidiano.

Assim sendo, faz-se necessário combater o mal do século XXI, o sedentarismo. Seria recomendável realizar uma ação social, como campanhas que promovam os benefícios da atividade física e da reeducação alimentar, principalmente nas escolas infantis. Isso pode ser realizado pelo Ministério da Saúde, pelas escolas e familiares. Com isso, poderão ser promovidos a educação esportiva e alimentação de qualidade como um hábito intrínseco ao indivíduo. Além disso, adultos devem cultivar hábitos saudáveis, por meio de mudança no estilo de vida com o objetivo de melhorar a saúde diária. Assim, as crianças, quando maior, serão responsáveis por uma vida saudável e os adultos distanciados dos dados estatísticos negativos.