Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 01/03/2019
Durante a segunda fase da literatura romântica, o mal do século era considerado o ultrarromantismo, caracterizado por sentimentos de individualismo, pessimismo e desilusão. Hodiernamente, fora dos textos, o mal do século XXI caminha para ser o estilo de vida sedentário, visto que ele faz parte da vida moderna, marcada pela falta de tempo, e acarreta devastadoras consequências à população. Dessa maneira, medidas devem ser tomadas para resolver esse problema.
Em primeiro lugar, com a famosa “correria do dia a dia”, as pessoas, no geral, acabam negligenciando a atividade física. Com a seleção natural, foi beneficiada a espécie humana com maior desenvolvimento corporal e capacidade física. Contudo, no mundo moderno, o conforto de andar de carro e trabalhar sentado, por exemplo, tornaram-se comuns e o potencial físico herdado dos ancestrais foi marginalizado. Prova disso, de acordo com pesquisas das Organização Mundial da Saúde, infelizmente, mais de 80% dos jovens são sedentários. Destarte, percebe-se que o atual modo de vida é baseado no conforto, o que corrobora, na realidade, para um novo tipo de eutanásia, a passiva.
Por conseguinte, doenças cardio-metabólicas associadas ao sedentarismo, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, são, hoje, mais de 70% da causa de morte no Brasil. O filósofo antigo Platão afirmou que o importante não é viver, mas sim, viver bem, entretanto, fica claro que a sociedade não concorda com esse pensamento. Isso ocorre, pois a maioria da população prefere viver em um total acordo com o capitalismo, em um mundo em que tempo é sinônimo de dinheiro, a ter uma boa saúde. Dessa forma, a falta de atividade física gera acidente vascular cerebral, aterosclerose, obesidade, entre outras doenças, as quais podem fazer o ser humano perder o seu maior bem: a vida.
Portanto, torna-se evidente que o mal do século XXI é, sim, o sedentarismo. Por isso, é papel do Governo promover campanhas, por meio de propagandas televisivas, com a participação de atores famosos, pois eles possuem um maior poder de influência social, que estimulem o público a praticar atividades físicas. Ademais, também cabe ao Governo fazer constantemente iniciativas em espaços públicos, como aulas de dança, relaxamento e corridas, para que o povo possa iniciar uma vida ativa. Assim, a eutanásia passiva, o sedentarismo, diminuirá no país.