Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 09/04/2019

Estilo de vida

Entre as características gerais do Romantismo, aquela que mais se faz presente na segunda geração do movimento no Brasil é a fuga da realidade. Atitudes como pessimismo e o sofrimento caracterizaram esse momento como “mal do século”. Nesse contexto, com o advento da tecnologia no qual  tudo se tornou mais rápido e fácil as pessoas dispensam tudo aquilo que demanda um pouco mais de esforço. Atualmente, o mal do século é definido pelo sedentarismo, ocasionado pela falta de atividades físicas e pela influência das indústrias alimentícias.

Em primeira instância, cabe mencionar que 70% da população mundial são sedentárias e estão sujeitas a desenvolver doenças cardíacas e obesidade, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). Uma pessoa é considerada sedentária quando possui um gasto calórico reduzido não conseguindo um gasto mínimo de 2200 calorias por semana. Tal fato é explicado pela falta de atividades físicas e de alimentação saudável.

Além disso, as indústrias alimentícias ganham cada vez mais consumidores com seus produtos repletos de açúcar, sal e gordura. Elas se aproveitam da compulsão alimentar de alguns indivíduos e do potencial oculto de seus alimentos proporcionarem ainda mais fome. Ademais, no mundo cotidiano, no qual as pessoas não querem perder tempo a busca pelas empresas de fast food que oferecem alimentos baratos, práticos e de porções exageradas contribui para o aumento da obesidade infantil e de doenças cardiovasculares.

Entende-se, portanto, que o sedentarismo é uma doença, e não apenas a falta de vontade de praticar exercícios físicos. Dessa forma, o Ministério da Saúde deveria investir em aulas coletivas nas praças públicas e escolas a fim de que as pessoas tenham mais disponibilidade para práticas de exercício. Além de oferecer um plano nacional de reeducação alimentar visando o conhecimento dos valores nutritivos dos alimentos consumidos.