Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 10/04/2019
O sedentarismo é caracterizado pela falta de prática de atividade física através do ser humano, não somente no caráter esportivo, mas em toda sua amplitude, fazendo com que a saúde da pessoa entre em declínio e esteja mais suscetível ao surgimento de doenças. Devido ao grande comprometimento que a mesma pode ocasionar, considera-se atualmente como um problema de saúde pública e por muitos profissionais da saúde, também é considerada como o mal do século, dificultando uma vida próspera e saudável.
O desenvolvimento da tecnologia tem impactado as máquinas, os veículos e os aparelhos móveis que a população utiliza frequentemente no cotidiano e, principalmente, no local de trabalho, diminuindo o esforço necessário para realizar determinadas tarefas. A partir daí, sobra apenas um momento para compensar essa movimentação que nos era exigida nas atividades domésticas, no trabalho e no deslocamento: a hora do lazer. É nesse instante ( onde deveria ser encaixado um período para a atividade física) no qual o indivíduo falha e prefere ficar no conforto de sua casa ao invés de exercitar-se.
É indispensável destacar que a presença de práticas alimentares irregulares e a ingestão de alimentos e “porcarias” em grandes quantidades acentuam o problema. Isso decorre do ganho excessivo de peso por parte dos indivíduos. A prevalência de dietas inadequadas, o baixo consumo energético e a ausência de atividades físicas expõem as pessoas a diversos riscos à saúde. Assim, gastos com tratamentos específicos são gerados aos cofres públicos e a reabilitação do sedentário torna-se mais complexa e dolorosa.
Fica evidente, portanto, que as bases do sedentarismo estão fincadas nos hábitos coletivos e são intensificadas por práticas de saúde mal elaboradas. A fim de que essa situação seja revertida, órgãos federais e municipais, como o Ministério da Educação, devem investir em feiras esportivas nas escolas e nas comunidades, incluindo a participação familiar, mostrando por meio de palestras e debates a importância de atividades físicas desde a infância. Vale salientar que a visita regular ao médico facilitará a indicação do exercício mais indicado para cada indivíduo, fazendo com que o mesmo possa sentir-se beneficiado e em melhores condições de saúde a partir do início da prática. Ademais, é necessário que o Ministério da Saúde estabeleça um plano nacional de reeducação alimentar, o que poderia ser feito através dos dados estatísticos das regiões mais afetadas por doenças relacionados ao sedentarismo e a má alimentação, criando centros de recuperação nas áreas mapeadas, disponibilizando nutricionistas e educadores físicos aos cidadãos.