Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 15/04/2019
No século XIX, no Brasil, vê-se em literatura o denominado “mal do século”, parte da segunda geração do romantismo, que trata da melancolia e da tuberculose, essa última como causa da morte do importantíssimo escritor ultrarromântico Álvares de Azevedo, aos 21 anos. Porém, dois séculos depois, será que existe um novo “mal” na sociedade?
O sedentarismo é a causa da morte de 13% da população brasileira, de acordo com uma pesquisa realizada pela revista médica Lancet, e atinge 45% dos brasileiros. É marcado pela falta de atividade física, podendo ocasionar problemas de saúde. Esse tipo de sedentarismo pode também ser chamado de preguiça, às vezes dito de forma errônea, contudo existe outro tipo de sedentarismo: o psicológico, denominado popularmente, pelo seu sinônimo, como falta de conhecimento. Essa vertente implica na baixa taxa de QI, onde o brasileiro possui 88p (19° lugar entre 43 países. Site Mdig) de uma média de 100p (90p -109p é o nível de metade da população mundial) nos colocando abaixo da média numa escala de inteligência.
Mas o sedentário, em geral, não possui vertentes, não possui divisões ou áreas. Estágios, sim, fases, com certeza, mas o sedentarismo é a falta de algo, seja leitura ou atividade física (não necessariamente esportiva). Precisamos gastar uma média de 2.200 calorias semanais (fonte Instituto Lado a Lado Pela Vida) para que sejamos, no mínimo, considerados como ativos. O tempo mínimo de exercício recomendado - também pela última fonte - é de 150 minutos semanais, dividindo 30 minutos por dia nos dias úteis, liberando o final de semana. Os benefícios são claramente favoráveis à vida, social ou pessoal, como melhor circulação sanguínea, disposição, humor, bem-estar etc.
Pode-se concluir que o sedentarismo não é o mal (mundial, pelo menos) do século, mas talvez o do Brasil, pois mata cerca de 300 mil pessoas por ano de acordo com a ONU. E para quem não é, vale a pena lembrar que ser sedentário aumenta em 30% seu risco de morte, de acordo com o Ministério da Saúde do Brasil.