Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 16/04/2019

Até por volta do ano 11.000 a.C., o “homo sapiens” vivia de maneira semi-nômade, transitando de local em local em busca de comida, quando, então, conquistou o domínio da agricultura. Com esse passo se deu não só o início do Período Neolítico, mas também a tão cobiçada sedentarização do homem, que não mais se usaria da coleta como principal fonte de subsistência. Entretanto, no século XXI, a humanidade enfrenta o contrário: o sedentarismo se tornou o “mal do século”, pois acarreta em diversos riscos de saúde. Vista disso, é necessário debater as duras consequências de tal problemática.

Em primeiro plano, têm-se a alta taxa de enfermidades cercando-o. Doenças tais como a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade e infarto no miocárdio são majoritariamente causadas por um estilo de vida sedentário, segundo a Organização Mundial da Saúde. Tal fato é uma clara amostra da periculosidade que o endosse desse tipo de comportamento pode causar, com milhões de vidas sendo comprometidas e limitadas a cada ano por conta da falta de exercício físico.

Outra consequência pesarosa do sedentarismo é o óbito de quem tem uma rotina pouco ativa. Exemplo disso é que, além de ser o principal fator de risco para morte súbita, também, segundo a revista “Educar para Crescer”, é a segunda maior causa de morte no planeta, ceifando a existência de 5,4 milhões de pessoas anualmente. Assim sendo, é impossível ignorar tais dados, principalmente se tratando de tantos indivíduos que morreram por falta de uma tão simples prevenção.

Logo, fica evidente a seriedade e a urgência que a discussão desse tópico infere. É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas. Primeiramente, com a instalação de novas e ampliação das já existentes academias comunitárias por parte do Governo Municipal. Tal ação proporcionará acesso a uma área de exercício de qualidade, aumentando, assim, o número de indivíduos ativos e diminuindo, proporcionalmente, a quantidade de sedentários. Também, por meio de campanhas de alerta para os riscos do sedentarismo pela OMS e demais instituições, a compreensão disso por parte da comunidade fará com que dela mesma parta a chama da mudança.