Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 20/05/2019

Durante a segunda geração romântica, célebres escritores, como Lord Byron, usaram o termo “mal do século” para se referirem a um estado de profunda solidão e desesperança. Hoje, o termo assume sentidos mais amplos, sendo costumeiramente utilizado para designar condições que colocam em risco o bem-estar do indivíduo, dentre elas, o sedentarismo. Estima-se que o Brasil possua cerca de metade de sua população nessas condições, e tal situação é preocupante, visto os seus impactos negativos na vida do comumente chamado sedentário.

Em primeiro lugar, é de fundamental importância destacar o papel de nossa própria sociedade na questão do sedentarismo. Por um lado, ritmos de vida agitados e estressantes, longas jornada de trabalho e pouco tempo de descanso fazem com que os indivíduos coloquem em segundo plano a prática de atividades físicas em prol de atividades consideradas mais prazerosas. Por outro, jogos e aparelhos eletrônicos que proporcionam diversão e entretenimento sem sair do lugar ocupam cada vez mais o dia-a-dia de crianças, jovens e adultos, substituindo brincadeiras e esportes “reais”. Assim, torna-se evidente que o modelo e o ritmo da sociedade têm influência na condição de uma pessoa sedentária.

Além disso, é necessário evidenciar que o sedentarismo é considerado um fator de risco para diversas doenças. A fasta de atividades físicas que caracteriza um indivíduo sedentário ocasiona, desde a infância, problemas relacionados à pressão alta e aos hormônios, interferindo no crescimento da criança. Ademais, a pessoa nessas condições é mais propensa a desenvolver problemas vasculares e cardiovasculares do que aquela que se exercita regularmente. Dessa forma, fica clara a interferência do sedentarismo na saúde do indivíduo.

Visto isso, pode-se inferir que deve partir do próprio indivíduo a decisão de alterar o seu estilo de vida para benefício da própria saúde. Para tanto, é necessário primeiro buscar a ajuda de um profissional da área médica que associe às condições individuais da pessoa uma rotina de exercícios adequada. Depois, é preciso também que o indivíduo se comprometa com as atividades propostas. Como resultado, as pessoas poderão usufruir de melhor qualidade de vida e o sedentarismo poderá deixar de ser um dos “maus do século”.