Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 20/05/2019
O sedentarismo consiste na ausência de exercícios físicos e faz com que o indivíduo elimine, semanalmente, uma quantidade bastante reduzida de calorias. Nesse sentido, esse torna-se propício a inúmeros problemas de saúde. No Brasil, tal adversidade acomete grande parte da população e transformou-se numa pauta de saúde pública que necessita, urgentemente, ser debatida.
A priori, observa-se o avanço das tecnologias e do capitalismo ao longo da contemporaneidade, tal situação é refletida no modo como as pessoas agem, nos dias atuais. A ascensão das tecnologias de informação, a exemplo dos smartphones, computadores e televisões, oferece ao consumidor comodidade em diversas ações diárias e faz com que ele mova-se com menos frequência. Ainda que tal quadro mencionado proporcione benefícios, como a praticidade e conforto os quais a tecnologia dispõe, os hábitos sedentários tornam-se comuns e, posteriormente, uma rotina. Outrossim, tal facilidade apresenta-se, também, nos ambientes de trabalho: muitas profissões são possíveis de serem realizadas em casa, como desenvolvedores de software, escritores, contadores, dentre outros. Dessa maneira, o sedentarismo é camuflado pelos tempos modernos, ao passo que ele oferece uma zona de conforto, inicia problemas que, se não diagnosticados ou tratados, podem tornar-se letais.
Sob o mesmo ponto de vista, também estimula o sedentarismo a rotina intensa de trabalho, estudo ou os dois, pelo fato de que é reduzido o tempo livre destinado à prática de exercícios físicos ou esportes. Somado a isso, a má alimentação originada da ausência de tempo é um fator que, somado ao sedentarismo, torna-se a causa principal de inúmeros problemas de saúde, a exemplo do sobrepeso, obesidade mórbida, diabetes mellitus tipo 2, problemas endócrinos, cardíacos e na tireoide. Ademais, problemas psicológicos a exemplo da ansiedade e depressão têm no sedentarismo um fator que as prolonga. Conforme a Organização Mundial da Saúde, o Brasil lidera o ranking dos países com maior percentual de sedentários, na América Latina: 47% da população não pratica atividades físicas o suficiente para manter-se saudável.
Portanto, em virtude dos aspectos analisados, são necessárias medidas a fim de que resolvam o impasse do sedentarismo na sociedade. Cabe ao Poder Executivo junto ao Ministério da Educação combatê-lo, por meio do incremento de mais aulas práticas de Educação Física às grades curriculares dos centros de ensino, além de debates e palestras em escolas e universidades sobre a necessidade de praticar exercícios físicos e dietas saudáveis, com focagem no público jovem e adulto. Além disso, cabe à mídia a difusão dessa iniciativa por meio de propagandas nas redes sociais e televisão. Desse modo, os impactos de tal adversidade serão amenizados e a sociedade tornar-se-á mais sadia.