Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 14/06/2019

Corrida contra o sedentarismo

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, o sedentarismo, causado pelo pouco gasto calórico e falta de exercícios físicos, impede que parcela da população desfrute desse direito na prática. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, urge analisar o aumento do sedentarismo entre os brasileiros. Nesse contexto, observa-se que a população tem gastado menos calorias nos últimos anos, o que é a principal causa do sedentarismo. Em consequência disso, muitas doenças são desencadeadas ou agravadas quando o indivíduo é sedentário. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 60% da população mundial é sedentária, fato preocupante pelos prejuízos causados à saúde.

Outrossim, a pouca realização de exercícios físicos atua como impulsionadora do problema. Nesse âmbito, a Pesquisa Nacional de Saúde, em 2013, concluiu que 46% dos adultos são insuficientemente ativos no Brasil. Desse modo, torna-se evidente, em comparação com a alta taxa de sedentarismo, a importância de atividades físicas para combater ou prevenir os danos causados à saúde.

Portanto, medidas são necessárias a fim de mitigar o impasse. As escolas devem implementar projetos de combate ao problema através de incentivo a atividades físicas, por meio de dinâmicas recreativas e lúdicas desde as séries iniciais, pois o sedentarismo começa na infância. Ademais, o governo deve investir em políticas públicas que tornem mais atrativos os parques e praças das cidades, como academias ao ar livre e espaços para caminhadas, com o intuito de disponibilizar lazer e estimular o desempenho de exercícios. Dessa forma, haverá educação e incentivo a atividades que previnem e combatem o sedentarismo, então, garantir-se-á a concretização do direito à saúde para a população.