Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/06/2019
Equilíbrio e Movimento
De acordo com a Organização Mundial da Saúde -OMS- sedentário é todo o indivíduo com gasto calórico semanal inferior a 2.200 calorias. Nessa perspectiva, a América Latina lidera como região mais sedentária do globo, sendo o Brasil o primeiro do ranking. Diante disso, é necessário que haja uma análise das causas e consequências desse mal do século, a fim de que o Ministério da Saúde, juntamente com a sociedade civil organizada, una esforços em prol de solucionar essa questão.
Desde a década de 60, o Brasil vem vivenciando uma crescente urbanização e industrialização, o que tem culminado em grande comodidade e praticidade, como resultado dos adventos tecnológicos. Desse modo, a população está cada vez mais estática em seu cotidiano, se locomovendo através de veículos motorizados e trabalhando com movimentos repetitivos e bastantes restritos, o que tem contribuído grandemente para um crescente sedentarismo.
Essa tendência cotidiana de pouco movimento produz consequências devastadoras para a saúde e o bem estar do indivíduo. De acordo com o médico cardiologista e geriatra, Roberto Miranda, essa estatização social exacerbada gera danos no metabolismo humano, podendo levar ao acúmulo de açúcar no sangue, ocasionando a diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares aumento da pressão arterial, demência e até mesmo mortalidade precoce.
Pode-se dizer, portanto, que o sedentarismo é o grande mal do século 21, trazendo consigo diversos desafios que precisam ser solucionados. Por isso, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia televisiva de concessão estatal, realize propagandas para estimular os cidadãos a fazerem uso de bicicletas ao invés de transportes motorizados, a fim de tornar os indivíduos mais ativos. Além disso, academias instaladas em praças públicas pelos poderes municipais servem de estímulo para a prática de exercícios pela população. Afinal, para uma vida saudável e equilibrada, é preciso estar em movimento.