Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 30/06/2019
O sedentarismo, grande mal que atinge o século XXI, é definido como a falta ou insuficiência de exercícios físicos diários. Em consonância, há a redução de gasto calórico semanal e consequentemente o surgimento de diversas doenças, como obesidade, hipertensão e diabetes, problema esse advindo principalmente da introdução da tecnologia no cotidiano e a violência urbana.
A priori, de acordo com dados do Ministério da Saúde, uma a cada três crianças entre cinco e nove anos está com excesso de peso. Ademais, esse valor é ainda mais alarmante quando se trata de adultos, dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 46% dos adultos do Brasil são sedentários. Nesse sentido, nota-se que a principal causa é a vida moderna a qual todos estão submetidos desde o surgimento da internet, em 1969. Obliquamente, as crianças trocam as tradicionais recreações ao ar livre por horas em frente à jogos eletrônicos, enquanto os adultos preferem gastar seu tempo checando às redes sociais, ao invés da caminhada diária ao fim do dia.
Contudo, outra razão leva à população a preferir seu lar aos parques e ruas da cidade, a crescente violência urbana. De acordo com o Atlas da Violência, em 2016 o número de homicídios no Brasil ultrapassou 60 mil pessoas. Nesse viés, o medo faz com que muitos optem pela segurança de seu lar, mesmo que isso lhe custe futuros problemas de saúde. Diante disso, lembra-se da opinião do filósofo Thomas Hobbes, o homem é o lobo do próprio homem, ideia vista atualmente, quando ao deparar-se com a violência por parte de alguns, outros são sujeitos à mudança de rotina para seguridade própria.
Assim, é imprescindível a necessidade de intervenção contra a obesidade, o mal do século. Logo, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Segurança Pública e o Ministério da Saúde, a construção de academias fechadas e gratuitas para a população, com espaços reservados ao lazer infantil, por meio de divulgações midiáticas e investimentos, a fim de incentivar a prática de atividades físicas seguras. Pois, só assim a porcentagem de sedentarismo há de diminuir, garantindo melhor qualidade de vida a todos.