Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 04/07/2019
O sedentarismo é a falta ou pouca prática de atividade física, o que consiste no gasto de menos de 2200 Kcal em aproximadamente 150min de exercícios semanais. Ele é visto como um dos principais problemas mundiais da atualidade, trazendo consequências drásticas a saúde do indivíduo, principalmente da mulher, tendo como fator principal a falta de estrutura e segurança pública. O que desperta a necessidade imediata de medidas interventivas por parte do Estado.
Uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017 constatou que mais de 60% da população mundial é constituída por pessoas sedentárias. Sendo um fator bastante preocupante, pois ainda segundo a OMS; o sedentarismo, quando associado a má alimentação, é o causador de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade, sendo elas perigosas e causadoras de morte.
Dentre os mais afetados pelo sedentarismo, estão as mulheres. Elas, como de conhecimento geral, são as encarregadas de cuidar da casa e dos filhos, atualmente estão também ajudando na renda financeira da família, fazendo com que não sobre tempo para cuidarem de si e de sua saúde. Além de, culturalmente, não serem instigadas a prática física, pois a maior parte dos esporte são vistos como práticas masculinas, sobrando para as meninas apenas o estímulo a ficarem em casa cuidando dos filhos e afazeres domésticos.
Outro fator agravante é a falta de estrutura pública com a sociedade, há quem não pratique atividades físicas por não possuir renda para pagar um ambiente com estrutura suficiente para se exercitarem e com a devida segurança. As ruas, como todos sabem, estão mais perigosas a cada dia e o medo de perder seus bens materiais ou até mesmo a vida é um medo que assola todas as pessoas.
Desse modo, faz-se mister a necessidade de encontrar medidas as quais deem conta de amenizar a situação que a população está passando. Uma alternativa é a aderência ao plano que a OMS fez para reduzir o sedentarismo em 15% até 2030. Neste plano tem, entre outras, a meta de criação de pessoas e ambientes ativos. Trata-se então de incentivar, através dos meios de comunicação e escolas, sobre a importância do exercício físico, as melhorias que ele proporciona e os riscos que existem na falta dele. Também da criação de ambientes para isso, com a presença de educadores físico para conduzir a população. Com o passar do tempo, as doenças serão em menores proporções e os gastos com doenças diminuirão, criando a auto-sustentação de um novo estilo de vida.