Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 06/07/2019

Equilíbrio e Movimento

De acordo com a Organização Mundial da Saúde -OMS- sedentário é todo o indivíduo com gasto calórico semanal inferior a 2.200 calorias. Nessa perspectiva, a América Latina lidera como região mais sedentária do globo, sendo o Brasil o primeiro do ranking. Diante disso, é necessário que haja uma análise das causas e consequências desse mal do século, a fim de que o Ministério da Saúde, juntamente com a sociedade civil organizada, una esforços em prol de solucionar essa questão.

Desde a década de 60, o Brasil vem vivenciando uma crescente urbanização e industrialização, o que tem culminado em grande comodidade e praticidade, como resultado dos adventos tecnológicos. Desse modo, a população está cada vez mais estática em seu cotidiano, se locomovendo através de veículos motorizados e que provocam muito congestionamento, fazendo com que o indivíduo perca horas no trânsito de modo passivo e inativo, o que tem contribuído grandemente para um crescente sedentarismo.

Nesse cenário, a tendência cotidiana de pouco movimento produz consequências devastadoras para a saúde e o bem estar do indivíduo. De acordo com o médico cardiologista, Roberto Miranda, essa estatização social exacerbada gera danos no metabolismo humano, podendo levar ao acúmulo de açúcar no sangue, ocasionando a diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, aumento da pressão arterial, demência e até mesmo mortalidade precoce.

Pode-se dizer, portanto, que o sedentarismo é o grande mal do século 21, trazendo consigo diversos desafios que precisam ser solucionados. Por isso, é necessário que as prefeituras municipais, através do CET- Companhia de Engenharia e Tráfego, crie ciclovias e passarelas que facilitem o uso de veículo não motorizados, como bicicletas, a fim de estimular os cidadãos a se deslocarem de maneira mais ativa. Além disso, o Ministério da Saúde, juntamente com a sociedade civil organizada, deve promover  corridas e passeatas estimulando o exercício físico e conscientizando a sociedade de que uma vida mais ativa previne muitas doenças, especialmente as cardiovasculares. Afinal, para uma vida saudável e equilibrada, é preciso estar em movimento.