Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 23/07/2019

Mexer: verbo associado à prática de atividades físicas, fundamental para aqueles que almejam uma vida longa e saudável. Estar em movimento é um hábito que deve ser cultivado desde cedo na vida das pessoas. Por isso, é importante que os pais incentivem a prática de atividade física já na infância. Entretanto, o que vemos nos dias de hoje vai, justamente, na contramão dessa ideia: um dos grandes desafios do século XXI é encontrar maneiras de combater a apatia e o sedentarismo que tomou conta das crianças e que as faz serem partes de estatísticas preocupantes, como o aumento da obesidade infantil e de diabetes.

Em primeiro lugar, é válido destacar que o comportamento inerte dos menores tem diversas causas. Ele é nítido quando, ao andar na rua, avistamos mais crianças com tablets e smartphones do que com bolas, cordas e bicicletas. Isso não torna a tecnologia grande vilã da questão, pois existem outros fatores que a fazem ser inserida cada vez mais cedo em nossas vidas, como o aumento da violência, por exemplo. Na verdade, a questão é que necessitamos assumir que seu desenvolvimento tem impactado de forma negativa a vida daqueles que não têm discernimento suficiente para saber a hora de sair da frente da tela e colocar o corpo em movimento.

Outro ponto que deve ser observado são os malefícios à saúde que o sedentarismo infantil gera. De acordo com uma pesquisa realizada na Cidade do México, a falta de atividades físicas é um dos principais fatores que desencadeiam a obesidade ainda nessa fase, provocando, também, a diminuição da expectativa de vida e aumentando o risco de problemas cardiovasculares. Isso porque, quando uma criança troca atividades físicas pela inércia diante de uma televisão ou jogos online, deixa de interagir com outras pessoas e se exercitar. Com isso, prejudica o funcionamento de seu metabolismo, assim como o desenvolvimento sócio-emocional e motor.

Nesse sentido, providências precisam ser tomadas para garantir uma melhor qualidade de vida para uma geração engaiolada. Em primeiro lugar, convém destacar a função da família: cabe aos pais o papel de estipular e ensinar os filhos a terem limites, estimulando, também, atividades ao ar livre. Além disso, precisam ser o modelo das crianças; de nada adianta ordenarem que se mexam se continuam em seus smartphones e não interagem com os próprios filhos. A grande mídia voltada para o público infantil, apesar de poder desencadear o sedentarismo, já vem fazendo seu papel e pode continuar apresentando ainda mais conteúdo que incentive as crianças, promovendo corridas infantis, como a Red. Corrida Cartoon Network e a Disney Magic Run, iniciativas que tirem as crianças da frente da TV. Apenas assim poderemos ajudar essa geração a superar a apatia e as expectativas criadas sobre ela.