Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 03/08/2019
No filme Wall-e é representada uma população futurista, caracterizada por seres humanos obesos e totalmente dependentes de tecnologias para realizarem atividades que impliquem esforço físico,tal como caminhar. Em comparação coma realidade, apesar da sociedade ainda não ter chegado a tal ponto, é válido ressaltar que o desenvolvimento tecnológico, haja vista os automóveis e eletrônicos, propiciou ao homem um estilo de vida sedentário, que é acentuado pela escassez de informações divulgadas sobre as consequências da falta de exercício físico, propiciando assim uma geração marcada por doenças advindas do sedentarismo. Em primeiro plano, não é da natureza humana gastar energia ocasionalmente, o que contribui para a consolidação de uma vida sedentária. Segundo Charles Darwin, os seres vivos sofrem mutações e evoluem, resultando na sobrevivência do mais apto às pressões seletivas. Entretanto, com o advento da tecnologia, as pessoas não se veem forçadas a gastar energia para lidar com pressões do meio,já que se locomovem por meio de automóveis, trabalham em escritórios ou utilizam computadores e celulares para comunicação. Logo, o instinto de sobrevivência que coagia o homem a se movimentar, cedeu lugar ao comodismo juntamente com hábitos cada vez menos saudáveis. Outrossim, a falta de conhecimento acerca da importância da atividade física para o corpo humano contribui para a falta de prioridade atribuída à mesma. Apesar das instituições de ensino abordarem o assunto, não o fazem de forma prática, carecendo de dados e estatísticas que relacionem o sedentarismo ao aparecimento de doenças, tais como hipertensão, colesterol alto e depressão. Sem motivos plausíveis, as pessoas não consideram exercícios físicos uma obrigação, fato que potencializa os hábitos sedentários. Com base nessa perspectiva, medidas são necessárias para atenuar o impasse. Primeiramente, é preciso que o Ministério da Educação promova mais aulas de educação física na grade curricular, de forma a incentivar prática de atividades e transformá-las em hábito. Além disso, é preciso que a Escola, através das mídias digitais, aborde as consequências do sedentarismo de forma contundente, com ilustrações, gráficos e vídeos explicativos. Assim, a realidade abordada em Wall-e ficará apenas na ficção e a sociedade brasileira se tornará mais ativa fisicamente.