Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 21/08/2019

Segundo o filósofo Friederich Hegel, todo homem é profundamente moldado pela sociedade e pelo período histórico em que vive. Nesse sentindo, de acordo com o pensamento acima, a realidade brasileira tem apresentado, um grande aumento nas taxas relacionadas à obesidade. Nessa perspectiva, o brasileiro enfrenta obstáculos relacionados principalmente a transição alimentar e o combate ao sedentarismo, além, dos problemas que a má alimentação podem causar, como por exemplo, o aparecimento de doenças cardiovasculares, hipertenção, diabetes, câncer, etc.

A primeira questão a se frisar é a alimentação irregular devido à dificuldade na transição alimentar. Segundo dados pelo ministério da saúde em 2017, um quinto da população brasileira está obesa e mais da metade está com sobrepeso. Isso ocorre principalmente em razão da ascensão das redes de fest-food aliado ao estilo de vida do pais, no qual fatores como proximidade de casa e curto tempo devido ao uma rotina corrida, obrigam a população a consumir nas redes de rápido atendimento ou comidas industrializadas, mais calóricas do que as refeições caseiras. Outro fator é o alto custo de se ter uma alimentação saudável uma vez que profissionais nutricionistas, até o preço dos próprios alimentos são, caros para a população de baixa renda.

Aliado a isso, o sedentarismo, principalmente o infantil contribui para o quadro da obesidade e da restrição à qualidade de vida. Isso é evidenciado principalmente pela falha no sistema educacional, que trata a educação física como um modo de distração e brincadeira para as crianças. Segunda o filosofo Immanuel Kant, ‘’ O ser humano é aquilo que a educação faz dele.’’ Ou seja , o grande problema da obesidade e da má alimentação, tem que ser tratado no pilar da sociedade, sendo esse a infância. Nesse viés, o sedentarismo é responsável pelo aumento de doenças, cardiovasculares e crônicas, como hipertenção e o diabetes. Além disso , a obesidade causa ainda transtornos psicológicos, a julgar que as pessoas obesas podem sofrer gordofobia.

Diante dos argumentos supracitados, percebe-se que a obesidade é uma questão de saúde publica tendo em vista que é decorrente principalmente de fatores sociais e econômicos. Assim, o ministério da saúde deve estabelecer medidas para baratear o custo de profissionais nutricionistas e endocrinologistas com o intuito de facilitar o acesso, como criar associação com intuições particulares ou fornecer mais profissionais nos postos públicos de saúde. Outra medida que pode ser adotada pelo estado é a sobretaxação de alimentos calóricos e refrigerantes, a fim de aumentar seu custo e diminuir o seu consumo e a proibição desses em escolas primárias para a reeducação alimentar. Cabe ainda à mídia promover campanhas que incentivem a adoção de dietas. saudáveis e sustentáveis, além de controlar a veiculação de redes fast-food direcionada ao público infantil