Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 09/10/2019

A saída do comodismo

Hipertensão arterial. Diabetes. Obesidade. Essas são três das diversas consequências ruins de uma vida sedentária. O sedentarismo, justamente com algumas doenças psicológicas, é considero o mal do século. Dentre os possíveis fatores que suscitam essa situação, destaca-se a comodidade que o avanço tecnológico pode causar no cotidiano das pessoas em consonância com a falta de informação sobre o funcionamento dos hábitos pelos indivíduos.

O avanço da tecnologia permitiu que o tempo dos indivíduos fosse otimizado. As refeições que eram preparadas durante horas podem ser descongeladas e prontas em minutos. A locomoção que era feita muitas vezes através da caminhada foi substituída por carros modernos. As brincadeiras das crianças na rua foram trocadas por jogos virtuais. Contudo, isso também trouxe malefícios. O filósofo Schopenhawer afirma que os seres humanos são guiados pelos desejos e a razão apenas tenta justifica-los. Logo, é muito mais prático fazer o que está cômodo do que usar a razão e fazer algo mais saudável.

Aliado a isso, o livro “O poder do hábito” afirma que a causa das pessoas não conseguirem criar hábitos é porque elas não entendem como tais funcionam. Isso explica o porquê das dietas começarem na segunda, mas terminam na terça, somado ao fato do porquê é tão difícil manter uma semana de exercícios físicos de forma regular. Portanto, se as pessoas entendessem a importância de desenvolver hábitos saudáveis e conseguissem mantê-los, diminuiria o número de indivíduos que sofrem as consequências do sedentarismo.

Diante dos fatos supracitados, é imprescindível que o governo aliado com as prefeituras escolham um dia no ano no qual haverá feiras de saúde, palestras e exames gratuitos em locais públicos das cidades. Nessa data, a população será conscientizada sobre a importância de ter hábitos saudáveis e aprenderem como tais funcionam, a fim de que entendam mais sobre como está a saúde pessoal e o que podem fazer para melhorar. Ademais, faz-se necessário que os poderes executivo e legislativo invistam recursos financeiros na construção de academias à céu aberto, parques com quadras, pista para caminhada e corrida. Dessa forma, os cidadãos terão uma estrutura física gratuita para a realização de atividades físicas e consequentemente uma vida mais saudável.