Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 09/09/2019
O corpo humano foi projetado ao longo de milhares de anos de evolução para estar em movimento constante. Contudo, o modo de vida moderno com menor prática de atividade física tanto no período laboral como no lazer contribui para o aumento do sedentarismo da população. Nesse sentido, a cultura sedentária é reflexo da falta de incentivo pelas políticas educacionais e da ausência de atuação do poder público.
Primeiramente, essa cultura é uma construção que inicia no ambiente escolar com a desvalorização da educação física e das práticas esportivas, segundo dados da Organização das Nações Unidas, menos de 1% das escolas brasileiras tem a distribuição do tempo e espaço para a atividade física. Consequentemente, o homem cresce e não é instruído pelas escolas e pela família sobre a importância do exercício para além do aspecto estético, sobretudo, como prevenção de doenças, por exemplo problemas cardiovasculares e depressão.
Além disso, conforme o filósofo Bertrand Russel, o lazer é indispensável pra uma vida significativa pois interfere diretamente na qualidade de vida da população. Porém, o Estado, apesar do sedentarismo impactar a economia com os gastos no tratamento no sistema público de saúde e a perda de produtividade da população, negligencia esse princípio e não oferta estruturas como parques e praças nas comunidades que propiciem o lazer, como também, falha na elaboração de políticas de mobilidade não motorizado - pedalar e caminhar - que favoreçam o exercício físico.
Portanto, o Estado, por meio da atuação do Ministério da Educação e das Secretárias de Esporte e Lazer, deve fortalecer as práticas esportivas nas escolas e promover ações voltadas também para a comunidade, com o intuito de conscientizar sobre a necessidade da atividade física para uma vida saudável. De mesma importância, o Governo, com a atuação do Ministério das Cidades, precisa repensar as políticas de mobilidade urbana para incentivar o transporte não motorizado com, por exemplo, a ampliação das ciclovias, como também, oferecer núcleos de esporte e lazer para comunidades com a construção de praças e academias populares, a fim de criar ambientes que favoreça a atividade física desconstruam a cultura sedentária.