Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 04/09/2019

Sabe-se que a sociedade atual se encontra na 3ª Revolução Industrial, caracterizada pela intensa tecnologia, informática e robótica. Tal modelo produtivo trouxe inúmeras transformações culturais, dentre elas, destaca-se a inserção da tecnologia no cotidiano do homem, que proporcionou mais conforto às tarefas do dia-a-dia, mas também, promoveu o sedentarismo. Nesse contexto, a maioria da população do Brasil está inativa fisicamente, o que permite considerar o sedentarismo como mal do século, uma vez que, o mesmo predispõe diversas condições maléficas à saúde.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar a dimensão dos riscos associados à inércia corporal. Conforme aponta a Pesquisa Nacional de Saúde, a deficiência de atividades desencadeou uma série de doenças cardiovasculares e crônicas entre os brasileiros, como a obesidade, hipertensão e diabetes, o que acarretou na elevação da mortalidade precoce. Portanto, vê-se que esse hábito nocivo é um dos principais desafios da Saúde Pública do país.

Além disso, é importante mencionar alguns entraves ao alcance do preparo físico saudável. De acordo com médicos, a cultura do sedentarismo começa na infância. Fato facilmente corroborado pela atual exposição prematura de crianças e adolescentes ao estilo de vida moderno, no qual há a substituição de brincadeiras ao ar livre por aparelhos eletrônicos e a banalização do “fast food”, tudo isso, difundido pela publicidade capitalista. Sendo assim, ratifica-se a preponderância de naturalizar a prática de exercícios desde cedo, em detrimento da disseminação do estilo de vida supracitado.

Diante do exposto, é fulcral que o Ministério da Saúde, em parceria com ministérios afins, adote medidas funcionais para amenizar o mal do século, tais como: implantar projetos esportivos gratuitos, de cunho incentivador, nas escolas e áreas públicas, bem como, disponibilizar mais parques e áreas verdes para a prática de exercícios. Ademais, deve haver campanhas midiáticas para conscientizar toda a comunidade sobre os riscos do sedentarismo. Fazendo isso, estar-se-á garantindo um modo de viver salutar a toda sociedade.