Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 09/09/2019

Na animação “WALL-E”, é retratada uma sociedade que, em virtude do uso exacerbado da tecnologia, e de problemas de saúde, como obesidade, perdeu a capacidade de exercer ações simples, como caminhar. Apesar de ser uma ficção, o filme retrata um mal que é realidade na contemporaneidade: o sedentarismo. Com isso, a, cada vez mais, escassa prática de exercícios físicos, em conjunto com maus hábitos, acarretam sérios entraves para a saúde do ser humano, alertando para necessidade de desconstrução dessa realidade.

É importante analisar, antes de tudo, que os avanços tecnológicos contribuem densamente para a manutenção da problemática. Acerca disso, o uso de aparelhos eletrônicos como celulares, computadores e vídeo-games, fazem com que, em especial, crianças e adolescentes movimentem cada vez menos o corpo com brincadeiras, esportes, e atividades físicas em geral. Além disso, aplicativos de delivery - a exemplo do “Rappi” - tiram a necessidade do cidadão de se deslocar para tarefas do dia-a-dia, como ir à farmácia ou ao supermercado, fazendo com que, apesar da comidade oferecida, esses se tornem cada vez mais sedentários. Nesse sentido, tal realidade sugere mudanças na mentalidade social acerca da necessidade de mudança de hábitos em benefício do bem-estar físico.

Ademais, é importante avaliar os efeitos de uma rotina sedentária na saúde do cidadão. Em vista disso, um estilo de vida baseado em uma escassa prática de exercícios, associada à maus hábitos - como má alimentação e uso de drogas -, gera graves problemas à saúde, tendo em vista o desenvolvimento de doenças crônicas, como cardiovasculares, e relacionadas ao peso, por exemplo. Prova disso são os dados da OMS, que apontam índices de diabetes, hipertensão e tabagismo na população mundial vítima do sedentarismo - sendo essa, cerca de 60% -, configurando grave golpes à “physis” humana, além de sério entrave na saúde pública mundial.

Concernente a isso, urge, portanto, uma ação conjunta, na qual a mídia promova, por meio de campanhas publicitárias e ficções engajadas, debates acerca da importância da execução de práticas saudáveis, mostrando as consequências de uma vida desregrada, no intuito de formar de cidadãos conscientes e responsáveis. Nessa mesma linha de ação, no Brasil, por exemplo, Ministério da Saúde deve criar equipes multidisciplinares, compostas por médicos, nutricionistas, educadores físicos e psicopedagogos, para que esses, por meio de palestras e discussões em órgãos municipais, como o CRAS, como também em instituições de ensino, eduquem sobre os benefícios da realização de atividades físicas, aliada à uma boa alimentação, objetivando o enfrentamento das doenças ocasionadas pelo sedentarismo, deixando, assim, essa pandemia fazer parte apenas da ficção.