Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 07/09/2019
Desde o século XIX, com a Teoria da Seleção Natural proposta por Charles Darwin, entende-se que somente os seres mais adaptáveis conseguem sobreviver às vicissitudes da natureza. Analogamente, o sedentarismo tem se tornado um impasse para que a sociedade supere os desafios do mundo moderno e alcance um desenvolvimento completo. Nesse sentido, convém analisar fatores como uma precária educação e um governo e mídia ausentes como principais causas do problema.
Em primeiro lugar, a escola tem papel significativo na luta contra o sedentarismo. De acordo com Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Contudo, ela não tem cumprido efetivamente seu papel na sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 60% da população mundial é sedentária, fazendo com que esse mal seja o maior fator de risco do planeta. Torna-se evidente, portanto, que tais números são reflexos claros de uma falta de base escolar sobre a importância da atividade física desde a infância e os perigos da falta dela.
Além disso, o descaso governamental e midiático corrobora para a perpetuação da problemática. Atualmente, poucas são as políticas públicas existentes voltadas para o fim do sedentarismo. Como se não bastasse, as que são promovidas não contam com o apoio necessário da mídia para incentivar as pessoas a participarem. Dessa forma, os números de sedentários só aumentam, e, junto com eles, uma série de outros problemas. Dentre os quais se destacam: obesidade, colesterol alto, aumento da pressão arterial, distúrbios do sono e várias outras doenças que poderiam ser evitadas com simples campanhas públicas.
Segundo o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, “uma mudança deixa sempre patamares para uma nova mudança.” Sendo assim, são necessárias medidas iniciais que resolvam o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde, a criação de campanhas públicas governamentais, que estimulem a prática de atividades físicas, por meio de caminhadas, corridas e ciclismos. Tais campanhas devem possuir o apoio de profissionais da saúde que auxiliem a população interessada, a fim de criar oportunidades inclusivas para uma sociedade ativa, diminuindo o sedentarismo e estimulando a adoção de uma vida saudável. Dessa maneira, será possível superar esse mal do século e estar mais perto de alcançar a utopia da Seleção Natural.