Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 16/09/2019

Desde o fim da Guerra Fria, o sistema político econômico capitalista ganhou enorme avanço, juntamente à tecnologia. Porém, embora o crescimento trouxesse bastantes benefícios, modificou de forma intensa o cotidiano dos indivíduos, por consequência da praticidade de atividades básicas. Hodiernamente, a sociedade ainda se comporta de forma análoga e, cada vez mais dependendo do meio. Por conseguinte, deixou de praticar várias funções arcaicas, principalmente a atividade física, abrindo espaço para o sedentarismo. Logo, com a ampliação deste mal que envolve a vida moderna, as pessoas acabam comprometendo sua saúde.

A princípio, vale ressaltar o maior adversário dos exercícios físicos: a indisponibilidade de tempo. Com a Revolução Industrial, no século XVIII, os operários passaram a trabalhar excessivamente, abandonando, de certo modo, seus lazeres e atividades satisfatórias. Decerto, a sociedade atual continua e amplia os costumes antigos, deixa de praticar esportes e divertimentos, em função do pouco espaço de tempo. Desta forma, as consequências atingem em peso sua saúde, levando a desenvolver diabetes e AVC’s.

Ademais, os resultados dessa escassez não abrange apenas a saúde física, podendo envolver de certa forma também o bem-estar mental do sedentário. A depressão, a doença do século, aumenta de forma eficaz os seus sintomas em decorrência deste mau contemporâneo. Com a execução da movimentação física, o indivíduo produz alta taxa de hormônios com a função de trazer prazer e satisfação, assim, a sua falta diminui, significantemente, essa quantidade, o que prejudica o doente. Portanto, a escassez desses exercícios consegue prejudicar a saúde humana por inteira, tornando, indubitavelmente,  vilão da época.

Logo, consoante ao filósofo racionalista René Descartes: “Não existem métodos fáceis para problemas difíceis”. Fica claro, assim, que providências bruscas devem ser tomadas para extinguir a problemática. Destarte, cabe ao Ministério do Trabalho, tomar medidas que disponibilize tempo para os empregados se exercitarem diariamente, por meio da implantação de leis que os liberem antecipadamente, porém, os operários devem comprovar a execução das atividades. Para que, assim, a sociedade contemporânea se afaste da forma mecânica e sedentária implantada pelo regime capitalista, e comece a tratar de forma prioritária.