Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 12/09/2019

No filme Norbit, Rasputia, uma mulher a cima do peso e sedentária causa problemas por onde passa, pois, seu excesso de peso acaba por prejudicar suas atividades cotidianas. De maneira análoga, o filme pareia-se com a realidade brasileira, a qual sofre com o sedentarismo crescente. A respeito disso, torna-se evidente a má administração do tempo de lazer dos indivíduos, bem como a desinformação acerca das possíveis doenças causadas pelo sedentarismo. Assim, faz-se necessária a discussão sobre o sedentarismo no Brasil ser o grande mal do século, tanto para população quanto para economia do país.

Em primeira análise, cabe pontuar que com a Revolução Tecnológica, o mercado de trabalho tornou-se mais exigente. Dessa maneira, a busca pela qualificação profissional dos cidadãos, aliada ao trabalho do dia a dia, toma a maior parte do tempo. Logo, a atividade física fica para segundo plano, porque é mais fácil ficar nas redes sociais ou assistir TV, do que sair para caminhar nas horas vagas. Prova disso é que a taxa de adultos sedentários chega a 46% no Brasil, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em vista disso, urge a necessidade de mudanças dos hábitos dos indivíduos, a fim de otimizar o tempo restante para o cuidado da saúde.

Outrossim, é valido salientar que além do tempo de lazer ser usado de forma equivocada, a desinformação sobre as doenças causadas pela falta de exercícios físicos corrobora para o perfil sedentário brasileiro. Dessa forma, a inatividade física no Brasil causa cerca 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon, segundo Corporação Britânica de Radiodifusão (BBC). Por conseguinte, caso essas informações não cheguem à população, os índices dessas doenças crescerão, e os hospitais ficarão cada vez mais cheios e as empresas vazias, consequentemente isso irá afetar a economia.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Isto posto, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em parceria com o Ministério da Saúde devem exigir verbas do Estado, as quais serão usadas para promover campanhas de conscientização. Essas campanhas, devem contar com médicos especializados nas doenças causadas pelo sedentarismo, os quais deverão salientar a importância do exercício físico para saúde e as consequências das doenças. Ademais, a mídia deve instruir a população, a fim de propor a melhor organização do tempo para prática de atividades físicas diárias. Só assim, com a prática das informações transmitidas pelos cidadãos, o sedentarismo não se tornará o mal do século.