Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 22/09/2019
A América Latina é a região do mundo com o maior índice de pessoas que não praticam atividades físicas suficiente para se manterem saudáveis, atingindo 39% do total, segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados como esse, encontram-se, sobretudo, em países subdesenvolvidos, com o Brasil não é diferente, pois, incorporado nessa taxa, lidera a lista dos países sedentários. Nesse sentido, revela-se que, no país do futebol, a população em geral não exibe práticas saudáveis, uma vez que, junto a maus hábitos alimentares, reverbera inúmeros problemas na saúde.
A princípio, o sedentarismo é o estado natural do ser humano. Sob essa perspectiva, infere-se ao indivíduo, o princípio da inércia do cientista inglês Isaac Newton, que retrata a tendência dos corpos de permanecer em repouso. Ademais, atualmente a era da tecnologia se tornou cômoda por fatores como o acesso à culinária, pois, por meio de aplicativos como o iFood, a comida é levada até a porta de casa. Não obstante, as redes de “fast food” (comida pronta), estão num momento de sucesso crescente, e ofertam, na maioria das vezes, uma alimentação precária de nutrientes e rica em gorduras. Logo, ao associar a más refeições com a ausência de exercícios físicos, gera-se um problema, o qual necessita uma força corroborar sua mudança do estado inerte, ou seja, uma força de vontade pessoal em sair da zona de conforto e reverter o quadro, dispondo de auxílios psicológicos e ações motivacionais.
Por conseguinte, no tocante às consequências desse comportamento, adentra-se no impacto sofrido pelo organismo humano. Afere-se ao indivíduo sedentário inúmeros prejuízos na saúde, pois são notórios os problemas cardiorrespiratórios decorrentes do sobrepeso e da diabetes. Por exemplo, corriqueiramente, essas pessoas sofrem com mal-estar, cansaço e falta de ar, latentes sintomas que indicam algo errado com a saúde do coração e revelam o porquê da falta de esportes de forma eficaz na vida delas. Portanto, urge a necessidade de acompanhamento médico e de exames para possuir ciência dos aspectos da própria condição corpórea e respectivos tratamentos.
Ante o exposto, entende-se que, é de suma importância a modificação desses costumes. Assim, debruçar-se sobre ela é de utilidade pública, logo, cabe ao Ministério da Educação análogo à OMS, implementar aulas de incentivo ao esporte e referências alimentícias nas escolas do país, seguindo a orientação de educadores físicos e nutricionistas. A partir disso, estará sendo desenvolvida a promoção da consciência de um corpo saudável desde cedo, nos jovens da nação, que por sua vez, poderão disseminar os males do sedentarismo, bem como, alterar a situação em um futuro próximo. Dessa forma, serão coadjuvantes na atuação do Estado para garantia do bem-estar físico e mental. Poder-se-á, então, sanar o problema prevenindo os riscos à saúde e dispor maior qualidade de vida para todos.